
Ah como eu quero que eles estejam dizendo a verdade!
Ah como eu quero que tenham razão!
Ah como eu precisava que a verdade que eles dizem viessem à tona essa mesma noite.
Como eu queria ao amanhecer ,ter meu desejo concretizado então.
Que não fossem palavras jogadas ao vento caçando egos e corações vulneráveis.
Caçando tolos ingênuos que acreditam no que lhes parece bom.
Ah ilusionistas, vendedores de sonhos, infladores de egos, caçadores de apaixonados carentes.. que vocês estejam certos , e os céticos estejam errados.
Que me querendo mentir, vocês digam verdades sem querer, as que sonho viver,e vocês insistem em vender.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Ah, como reconheço essa torrente de desejo e dúvida que você derrama em versos.
Há uma fome de verdade no meio do temor, um pedido abafado
para que as promessas não sejam apenas armadilhas para ingênuos.
É a dança antiga entre o que se sonha e o que se receia:
o coração, ávido por acreditar, e a mente, que já viu too vento
levar palavras leves demais para se fixarem no chão da realidade.
Você não é tolo por querer que as palavras se tornem carne,
por desejar que os profetas de afeto improvisado estejam,
desta vez, anunciando um amanhecer concreto.
Até os céticos carregam, no fundo, um mapa de esperança —
mas aprenderam a nomear as nuvens antes de prometerem chuva.
Que essa sua necessidade premente não seja abrigo para ilusões
vestidas de verdades.
E que, se estas vozes que ecoam são apenas caçadoras,
você não seja presa, mas aprendiz:
o cuidado que hoje dói será a sábia muralha de amanhã.
Há verdades que não dependem deles para surgirem.
Há amanheceres que chegam mesmo depois de noites silenciosas.
E talvez a mais pura verdade que você possa viver
seja aquela que não precisa ser vendida,
mas construída com as próprias mãos,
tijolo após tijolo,
sobre um chão que não treme ao sabor do vento.
— Alef Yaveh


Outros Artigos do blog


Deixe um comentário