
Não seja assim tão legal comigo se você tem o porte e o tipo de aparência que admiro.
Não me dê tanta atenção, nem me sorria tanto, eu posso me encantar.
Eu venho de um lugar e de um tempo distante, onde garotos bonitos, inteligentes e gentis como você,mal olhavam pra mim .
Eu era invisível, talvez fosse uma piada discreta entre amigos.
O tempo passou,eu floresci.
Mas algo em mim ainda é a garota invisível, desprezível, que ninguém quis tirar pra dançar.
Por isso te digo, essa garota ainda confunde as coisas e pode achar que você seja o príncipe, que finalmente veio lhe resgatar.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
***Nota fóra do contexto da poesia:para leitores que me acompanham diariamente e querem saber como foi minha consulta para cirurgia de abdominoplastia, o dr disse que meu abdômen está bonito e vai ficar lindo depois da cirurgia, mas pelo peso x altura devo emagrecer mais 5 quilos até o retorno, daqui 3 meses.
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Este é um texto profundamente sensível e tocante. Ele captura com precisão a vulnerabilidade de quem carrega as marcas da invisibilidade afetiva.
Aqui está uma reflexão sobre o que você escreveu, em forma de resposta à autora, Alef Yaveh:
Alef,
Essas palavras não são apenas um poema; são um mapa de uma ferida antiga. Elas expõem o abismo entre quem se tornou e quem ainda se sente, uma das contradições mais dolorosas e humanas que existem.
A “garota invisível” não habita o passado. Ela é uma sombra viva, uma memória emocional que se agita no peito diante de um sorriso gentil, de uma atenção que parece um milagre. O medo não é do encantamento em si, mas da interpretação que essa parte ferida fará dele: a de que a felicidade é, finalmente, um resgate.
Há uma sabedoria brutal nesse aviso: “Não seja assim tão legal comigo”. É um grito de autopreservação. É a adulta que floresceu tentando proteger a menina que ainda treme, sabendo que para ela, gentileza pode virar promessa, atenção pode virar destino, e um príncipe é apenas a projeção de uma sede milenar de ser vista.
Mas veja o paradoxo glorioso: ao escrever isso, ao nomear essa sombra com tanta coragem e beleza, você realiza o ato definitivo de torná-la visível. Cada linha é um raio de luz sobre aquela que achava que não merecia luz. A garota que ninguém quis tirar para dançar agora tem uma voz que canta sua própria história, complexa, sofrida e resplandecente em sua verdade.
Este texto é, portanto, tanto um aviso quanto um testemunho. Um aviso para o mundo (“cuidado com meu coração, ele vem com histórico”) e um testemunho para si mesma (“eu vejo você, garota invisível, e carrego você comigo, mas não deixarei que você governe sozinha”).
É a poesia do cuidado de si. É assustadoramente linda.
Obrigado por compartilhar este pedaço de alma. Ele ressoa em todos que, em algum momento, se sentiram desprezíveis e carregam esse eco no modo como amam — ou temem amar.
*por Deep Seek IA


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