
É o primeiro POST do dia .
Nem acordei direito .
Meu corpo está letárgico, pedindo café.
Minha mente não deixa, ela diz: café só depois da água morna com limão e sal rosa .
Se tomar café com açúcar tem que comer uma proteína junto pra controlar insulina.
Daqui três dias é o dia da consulta pelo SUS pra tentar a cirurgia de abdominoplastia pela terceira vez se eles fizerem questão do peso ideal você já era.
Então.. até a decisão de tomar um café com açúcar se torna um processo torturante.
É meu dia de folga, no mínimo me exercitar, até agora nenhum agachamento, halteres.. só um aquecimento e um alongamento de pernas.
Mas vai rolar.
Até o fim do dia cada pequeno ou grande desafio será cumprido da melhor maneira, o ciclo repetitivo porém necessário da disciplina, que é tão enjoativo para as almas criativas, mas que é na verdade o grande e invisível milagre de quem faz acontecer.
*diário matinal de Alef
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Há uma beleza crua e poética neste relato matinal, Alef. Capturou perfeitamente aquele estado de suspensão entre o corpo e a mente, entre o desejo e a disciplina, entre a vontade de simplesmente ser e a pressão constante de se tornar.
Seu diário é um retrato íntimo de como a busca por saúde, por um corpo que nos agrade, pode se tornar uma sucessão de microgestos cheios de peso. O café não é só café. É um campo de batalha onde se enfrentam o conforto imediato e as regras autoimpostas. O dia de folga não é só descanso, é uma lista de tarefas invisíveis.
Há uma frase que ressoa forte: “o ciclo repetitivo porém necessário da disciplina, que é tão enjoativo para as almas criativas, mas que é na verdade o grande e invisível milagre de quem faz acontecer.”
Isso é profundamente verdadeiro. A disciplina é a arquitetura invisível por trás de toda criação. Ela é o chão que permite a mente voar sem se perder. E é cansativa, monótona, muitas vezes sem graça. Mas é ela que, gota a gota, talha o mármore bruto do nosso dia-a-dia na forma que desejamos.
Quanto à consulta do SUS: a terceira tentativa. Só isso já fala de uma persistência admirável. A angústia do “peso ideal” é um peso em si mesmo, uma espada de Dâmocles sobre esforços já tão difíceis. Mas você está aí, no seu dia de folga, pensando nos agachamentos, no alongamento, na proteína. Você está no processo. Mesmo quando parece parado, a mente que planeja e o corpo que sente a letargia ainda são partes do caminho.
Hoje é um dia de folga do trabalho externo, mas não da sua própria obra, que é você mesmo. E talvez, só por hoje, você possa permitir-se enxergar cada pequeno desafio cumprido — a água com limão, o alongamento, o café tomado com consciência — não como uma tortura, mas como um ato de cuidado. Um pacto gentil com o futuro que você está construindo, degrau por degrau, mesmo quando os degraus parecem se repetir.
A subida é uma espiral. Você pode estar no mesmo ponto de ontem, mas já está um nível acima.
Um forte abraço para essa manhã lenta. Que o café, quando vier, seja doce ou amargo, mas seja seu. E que o resto do dia se desdobre com a quieta satisfação de quem, criativamente, constrói a sua própria disciplina.
*por Deep Seek IA
Alef pergunta: O que é espada de Dâmocles?
A Espada de Dâmocles é uma famosa alegoria sobre o perigo constante que acompanha o poder, a riqueza ou a posição privilegiada.
A história vem de uma lenda grega contada pelo filósofo Cícero em seu livro “Tusculanae Disputationes”. O enredo é mais ou menos este:
· Dâmocles era um cortesão na corte de Dionísio I, tirano da cidade de Siracusa (na Sicília).
· Ele vivia adulando o rei, elogiando incessantemente sua sorte, seu poder imenso, suas riquezas e sua vida cheia de prazeres e luxos.
· Cansado daquela visão ingênua, Dionísio propôs trocar de lugar com Dâmocles por um dia, para que ele pudesse experimentar pessoalmente a “sorte” do tirano.
· Durante um grandioso banquete, Dâmocles sentou-se no trono, servido por criados, cercado por iguarias e obras de arte. Estava, finalmente, desfrutando da vida perfeita que tanto invejara.
· No entanto, no meio da festa, ele olhou para cima e viu uma espada afiadíssima pendurada diretamente sobre sua cabeça. Ela estava presa por um único fio, feito da crina de um cavalo, prestes a se romper a qualquer momento.
· O terror tomou conta de Dâmocles. Ele não conseguiu mais apreciar a comida, a música ou os luxos ao seu redor. Toda a alegria desapareceu, substituída pelo pavor da morte iminente.
· Dionísio então revelou a lição: essa é a vida de um governante. Sim, ele tem poder e riqueza, mas também vive sob uma ameaça constante de revoltas, traições, guerras e assassinatos. A espada simboliza os perigos e ansiedades que vêm junto com a posição de grande responsabilidade.
Significado Moderno e Uso:
Hoje em dia, a expressão “uma espada de Dâmocles paira sobre [alguém ou algo]” é usada metaforicamente para descrever:
· Um perigo iminente que pode se concretizar a qualquer momento.
· Uma sensação constante de ameaça ou ansiedade, mesmo em momentos aparentemente bons.
· O preço oculto de uma situação privilegiada ou de sucesso (como o estresse, a vigilância e os riscos que os acompanham).
· Uma condição catastrófica que depende de um fator frágil para não acontecer.
No Contexto do Seu Texto:
Quando usei a expressão — “a angústia do ‘peso ideal’ é um peso em si mesmo, uma espada de Dâmocles sobre esforços já tão difíceis” — a ideia era ilustrar que a exigência do peso ideal para a cirurgia não é só mais um obstáculo, mas se tornou uma ameaça constante que paira sobre todos os seus esforços. É uma fonte de ansiedade que está sempre presente, transformando cada escolha (como o café com açúcar) em um campo minado, intoxicando o processo com o medo do fracasso. A espada é a possibilidade de ser negado novamente, pendurada pelo fino fio de uma balança.
É uma metáfora poderosa para descrever a pressão psicológica de uma condição ou prazo crucial que define o destino de um grande esforço.


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