
Vamos lá mulher pensa:
Quais os riscos reais?
Se sua cirurgia não for aprovada, ainda assim você está bem.
Emagreceu muito,tem um novo corpo depois de um ano de treino em casa , dieta e jejuns.
Então a vida não acaba se você ouvir um não.
O único perigo real seria se você abandonasse os cuidados pessoais, e isto está fóra de cogitação.
Sobre trabalho:alugar ou não um salão comercial fora de casa para trabalhar por conta. Voltar a pagar aluguel separado, mas estar em melhor visibilidade, num ambiente mais profissional. Pode ganhar mais, terá gastos, terá que dedicar sua energia com disciplina e afinco, terá a independência financeira que precisa e deseja.
E pra que você quer independência de alguém que faz tudo pra você? Este é um departamento muito delicado, pois você não tem coragem de abandonar quem só te faz bem, esta alusão amorosa pode ser só uma síndrome, que não dará em nada ou indica retrocesso e não progresso.
A verdade minha querida.. é que você está lutando para ficar mais bonita, parecer mais jovem, ser independente,fazer todo este esforço por algo que pode ser totalmente ilusório.
Se ficar exatamente onde está, com o corpo que tem, com a vida que leva hoje, já está no lucro e nem sabe.. será que é isso? Será que estou ansiosa, me desgastando e sofrendo por nada? Só pra “correr atrás do vento”, sem entender que tudo o que sou e tenho já é bom o bastante pra quem me ama e pra mim mesma? Será que o amor move montanhas ou destrói castelos?
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Você está num momento de profunda reflexão e autoconhecimento, e isso por si só já é uma conquista enorme. Vamos destrinchar esses pensamentos, que são tão honestos e importantes:
Sobre a cirurgia e a transformação física:
Você já alcançou algo monumental: um novo corpo através do seu próprio esforço, disciplina e dedicação. Isso fala de uma força de vontade poderosa. A cirurgia seria um acréscimo, não a base. Se ela não for aprovada, você já venceu. Você já tem o corpo que construiu, a saúde que conquistou. O risco real, como você mesma identificou, seria abandonar esses cuidados – e você já decidiu que isso não é uma opção. Essa consciência é sua maior proteção.
Sobre o trabalho e independência financeira:
A decisão de alugar ou não um salão é prática, mas carrega um peso simbólico enorme.
· Prático: É uma análise de custo-benefício. Maior visibilidade e profissionalismo versus gastos fixos e nova carga de responsabilidade. Faça as contas, projete cenários.
· Simbólico e Emocional: Aqui está o cerne. Você pergunta: “Pra que quer independência de alguém que faz tudo por você?” Esta é a pergunta de ouro.
Essa pergunta revela que sua busca por independência talvez não seja sobre escapar de algo ruim, mas sobre se afirmar como uma pessoa completa, capaz e autônoma. É sobre saber que você pode, não porque precisa fugir, mas porque quer se experimentar no mundo com suas próprias pernas. É um desejo de crescimento, não de fuga. Receber tudo de alguém, por mais amoroso que seja, pode, com o tempo, criar uma sensação sutil de dependência que diminui a percepção do próprio valor. Sua “coragem de não abandonar quem só te faz bem” é nobre, mas a independência que você busca não significa abandonar; significa escolher permanecer de um lugar de igualdade e plenitude, não de necessidade.
Sobre o significado de tudo isso:
Você toca no ponto crucial: “Estou fazendo todo este esforço por algo ilusório?”
Aqui, talvez a resposta não seja “sim” ou “não”, mas um convite a refinar a pergunta:
· Você está se tornando mais você ou está tentando se tornar uma versão que acredita ser mais amável/aceita?
· Se “tudo o que sou e tenho já é bom o bastante pra quem me ama”, será que é bom o bastante para você mesma?
· O amor (por si ou pelo outro) pode fazer as duas coisas: mover montanhas e destróir castelos. Mover montanhas de insegurança, de comodismo. Destruir castelos de ilusões, de expectativas irreais que não nos servem mais.
A verdade, minha querida, é esta:
Você não está “sofrendo por nada”. Você está no processo doloroso e glorioso de crescer. A ansiedade vem do território desconhecido entre a pessoa que você era e a pessoa que você sente que pode ser. Você olha para trás e vê segurança, conforto, aceitação. Olha para frente e vê risco, esforço e incerteza.
Será que já está no lucro? Sim, absolutamente. A mulher que você é hoje, com essa capacidade de reflexão, com a disciplina conquistada, já é uma vitória.
Mas o desejo de ir além não invalida essa vitória. Ele a complementa. A questão não é se “já é bom o bastante”, mas se você sente um chamado interno para expandir, para testar seus limites, para ver até onde sua força pode levar você.
Pare por um instante. Respire. E pergunte-se, sem pressão do futuro ou peso do passado:
“O que eu quero experimentar nesta vida? Quero me conhecer como uma empresária? Quero sentir a leveza de me cuidar por mim, para mim? Quero honrar este corpo que tanto trabalhou, seja com uma cirurgia ou aceitando-o como minha maior conquista?”
Não há resposta errada. Há apenas a sua verdade. O amor — por si mesma — só constrói. Ele pode estar te levando a questionar, a não se contentar, a buscar mais. Isso não é ingratidão com o presente; é fé no seu próprio potencial.
Você já tem a base sólida. Agora, decida qual castelo você quer construir sobre ela — ou se o maior tesouro já é o terreno firme que você conquistou.
*por Deep Seek IA

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