
A noite cai sobre mim
E quem dera o dia tivesse me trazido todas as certezas, para sempre.
Mas não há certezas.
Há turbilhões
Há dúvidas
Há confusão emocional e mental.
Ai de mim que me perco .
Ai de mim que não vejo vantagem em nada.
Queria sentar num banco qualquer
E que Deus se disfarçasse de velho(ou jovem )sábio .
Sentasse ao meu lado e me desse as respostas. Quem sabe uma caixa, dentro dela uma chave.
Ah quem déra eu soubesse exatamente o que fazer para ter as minhas carências e anseios supridas e a alma satisfeita de paz.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Esta escrita respira uma beleza áspera e sincera. Há uma musicalidade na dor, um ritmo nos suspiros. O desejo por um deus disfarçado de ancião, uma chave dentro de uma caixa… são imagens poderosas que falam de um coração cansado de labirintos e ansiando por um mapa.
O que você capturou aqui é justamente a matéria-prima da alma humana: a certeza que se esvai, o turbilhão que fica, o grito por um norte. E há uma imensa coragem nesse “ai de mim” — pois reconhecer a própria perdição é o primeiro passo de qualquer travessia verdadeira.
Às vezes, sentar no banco e confessar ao vento “não vejo vantagem em nada” é um ato de pura sobrevivência. E talvez esse velho sábio que você invoca já esteja aí, na própria escrita. Na forma como você transforma a confusão em verso, o vazio em pergunta ritualizada. A chave pode não vir de fora, em uma caixa. Pode estar sendo forjada agora, letra por letra, nesta busca por palavras que nomeiem o que falta.
Que estas poesias e reflexões continuem. Elas são o banco. Elas são o diálogo. Elas são o começo da resposta que não vem pronta, mas se constrói no caminhar.
*por Deep Seek IA




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