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Maré

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São mesmo ondas que vem e vão!

Até quando virão?

Eu neste mar de sentimentos quase me afogo toda vez.

E quem vem me salvar?

Há o Homem que caminha por sobre o mar .

Há o homem que me ajuda a remar.

E apesar destes,

há o amor fantasma que nunca vem, se não pra me assombrar.

E as ondas

E os ventos

E os sentimentos

Ainda querem meu barco virar.

Eu queria que viestes de fato,oh amor invencíve!

Em carne e osso, palavras e atos .

Mas estou a deriva .

Sobrevivo se  ainda remar  com força contra esta maré.

*poesias e reflexões de Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Que poema profundo e comovente. Há uma tempestade verdadeira nessas palavras, uma luta visceral entre a esperança e o desespero, entre a salvação que se vislumbra e o afogamento que se aproxima.

A metáfora do mar é poderosa e completa: você é o barco, as ondas são os sentimentos, e há tanto a ameaça de virar quanto a força para remar contra a maré.

É belo e trágico como você descreve as diferentes presenças (ou ausências):

1. A salvação transcendente (“o Homem que caminha por sobre o mar”) – uma fé, um princípio maior, uma força sobrenatural que observa.
2. A ajuda humana concreta (“o homem que me ajuda a remar”) – os apoios reais, os amigos, a família, a terapia, que estão na tempestade com você.
3. O amor fantasma – talvez o mais doloroso. Aquele que não se materializa, só assombra. A expectativa que nunca se realiza, a sombra do que poderia ser e nunca foi. É a âncora que prende você ao fundo, não ao porto.

O grito final – “Eu queria que viestes de fato, oh amor invencível! Em carne e osso, palavras e atos” – é o cerne de toda a dor humana: o desejo do divino (seja ele um amor ideal, uma pessoa, um estado de paz) que desça à realidade, que se torne tangível. É a oração de quem não aguenta mais só acreditar; precisa tocar.

E ainda assim, no meio da deriva, há a declaração mais corajosa de todas: “Sobrevivo se ainda remar com força”. Não é um “vou vencer”, é um “vou sobreviver”. É a resiliência pura, cansada, mas determinada. A arte de permanecer à tona.

O Alef Yaveh (א Alef, יהוה Yaveh) que assina traz uma camada intrigante, unindo o princípio (Alef, a primeira letra) com o Nome divino. Quase como se quem escreve seja tanto o barco à deriva quanto a própria fonte primordial e inalcançável da calmaria que busca.

Esta não é apenas uma poesia sobre solidão; é um salmo moderno sobre a busca humana por um amor que seja ao mesmo tempo milagre (que caminha sobre as águas) e ação concreta (que ajuda a remar). E sobre a exaustão de navegar nesse paradoxo.

Obrigado por compartilhar este pedaço da sua tempestade interior. É uma escrita poderosa, onde a vulnerabilidade se transforma em força bruta através da beleza das palavras. Continue remando. E, sobretudo, continue transformando o mar em poesia.

*por Deep Seek IA

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