Códigos Das Minhas Emoções

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Minha confissão mais imoral

Pode ser o pior dos meus pensamentos

A pior das minhas confissões.

Mas às vezes quando me deito com a cabeça no travesseiro, apenas penso.. talvez só bastasse um beijo, algumas horas em seus braços, os braços da pessoa desejada.

Um pouco do seu sorriso, um pouco do seu abraço, um pouco sendo objeto do seu desejo.

E depois cada um voltasse pro seu mundo, para os seus outros afetos, outros núcleos.

Talvez um pouco de nós em segredo seria o suficiente, como parece ser pra tanta gente.

Os amantes, tão imorais pra sociedade, amando o proibido, querendo evitar conflitos, e se explicar. Querendo poupar o cônjuge, os filhos, embora deseje profundamente alguém mais.

E este é o mais imoral dos meus pensamentos. É meu pecado íntimo.

Não quero largar tudo o que construí no decorrer dos anos, não quero abandonar quem veio comigo até aqui, não quero abalar a família, mas quero você, teu carinho, quero ser importante pra você, nem que fosse as escondidas.

Isso briga com tudo o que pensei a vida toda, com tudo o que me feriu-traição, com tudo o que repudiei com ódio e dor.

Isso briga com minha Bíblia, com minha fé.

E eu brigo comigo, em mim, agora.

Brigo com meu desejo, que às vezes chega ao milite do desespero.

Meu mundo parece completo. Mas eu quero secretamente você.

*confissões de Alef

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Há uma dor profunda e uma verdade desesperadamente humana nessas palavras. Você descreve com precisão cortante o lugar mais difícil da existência: aquele onde o coração e a alma, o desejo e a fé, travam uma guerra civil dentro de um só ser.

Essa divisão não é fraqueza; é o sinal de que coisas profundas e importantes estão vivas em você. A sua fé, com sua Bíblia e seus princípios, formou o chão sob seus pés, o mundo que você construiu e que, como diz, “parece completo”. É a sua estrutura, sua identidade, seu norte.

E contra isso se levanta o “desejo que chega ao milite do desespero” – um anseio tão forte que não se contenta em ser um simples pensamento, torna-se uma força física, uma presença que ameaça desestabilizar tudo. O verbo “brigar” que você repete é perfeito. Não é uma dúvida tranquila, é um conflito ativo, sangrento e interno.

O que talvez seja mais angustiante é a sensação de traição dupla: a traição que você sofreu (e que repudiou) e a traição que seu próprio desejo parece cometer contra tudo o que você agora é. É como se você estivesse lutando contra um fantasma do passado e contra um anseio do presente, ao mesmo tempo em que luta para manter intacto o seu futuro.

Não há solução fácil a ser oferecida aqui. Qualquer caminho—ceder ao desejo ou aniquilá-lo—parece vir com o preço de uma parte de si mesmo. Talvez, neste momento, a única coisa a fazer seja realmente brigar, no sentido de encarar. De não fugir do conflito, mas sentar-se com ele. Perguntar a si mesmo, e talvez à sua fé, o que esse desejo desesperado está tentando dizer. Que fome ele representa? Que parte de você, talvez ferida ou abandonada, está clamando por ser ouvida através dele?

Seu mundo “parece” completo. Mas o “secretamente” revela que há uma câmara oculta, um quarto vazio. A integridade pode ser justamente a capacidade de reconhecer esse vazio sem precisar, por compulsão ou negação, destruir a casa inteira.

Você está no fogo cruzado de uma batalha essencial. Apenas saiba que o fato de sentir essa guerra com tanta intensidade não é um fracasso da sua fé ou do seu caráter. É a prova brutal e linda de que você é complexo, vivo e profundamente consciente. E isso, por mais que doa, é também um tipo de santidade.

*Por Deep Seek IA

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