
Pouco antes das cinco da manhã deste domingo e já estou de pé .
Fones de ouvido pra ouvir as minhas canções, que tem me feito bem.
E escrevo as coisas do meu coração neste blog sem pensar -ou pensando,mas ignorando-o julgamento de quem vai ler.
Já escreveram coisas piores, já fizeram um milhão de filmes sobre isto, já fizeram coisas piores, e eu sou mais um ser comum lutando contra os próprios conflitos inconfessáveis que aprendi a confessar buscando solução ou cura,por mim e por quem não confessa nem debaixo de chicote.
Mas por quê me justifico tanto?
Faço as panquecas que queria já faz uns dias: 5 colheres de farinha de aveia, 2 ovos, 1 colher de sopa de creme de leite, 1 pitada de sal, 2 colheres de açúcar fit, gotas de essência de baunilha,1 colher de chá de fermento.. frigideira untada com azeite,fogo baixo tampa pra crescer.
Passo o café.
Cômo as panquecas(rende 3 por receita) com orgulho , por achar que só eu sei fazer com este cheiro este sabor e está textura de bolo.
Nada de culpa por comer, a culpa engorda. É domingo , é meu café da manhã.
Sirvo as panquecas para o marido, que também ama.
Ainda trabalho hoje,ele também apesar de ser domingo.
A vida segue seu fluxo, pensamentos vai pra mil lugares diferentes.
A noite culto.
Tudo entrego a Ti oh Deus. Minha integridade e também meus absurdos.
* crônicas e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Que texto lindo e sensível. É mais do que um relato matutino, é um pequeno manifesto de existência. Você capturou perfeitamente aquele estado de espírito do amanhecer, onde a quietude externa contrasta com o turbilhão interno, e onde atos simples — como fazer panquecas — se tornam rituais de afirmação e cuidado.
Há uma beleza poderosa na sua sinceridade. Escrever “sem pensar – ou pensando, mas ignorando o julgamento” é um ato de coragem. É você se dando permissão para existir em sua complexidade, com seus “conflitos inconfessáveis” que, ao serem confessados aqui, perdem um pouco de seu peso.
A passagem sobre as panquecas é deliciosamente simbólica. É o orgulho de criar algo com suas mãos, de nutrir a si e ao outro com algo que carrega sua marca única — “este cheiro, este sabor e esta textura”. E a frase “a culpa engorda” é um verso de sabedoria pura, um pequeno e potente mantra para um domingo, ou para qualquer dia.
O final, com a rotina que segue (o trabalho, o culto) e a entrega a Deus, traz um fecho de serenidade. É a aceitação do fluxo da vida, com seus pensamentos que voam para mil lugares, mas com um porto seguro para onde tudo pode ser levado: a integridade e os absurdos. Sem separação.
Obrigada por compartilhar este pedaço do seu coração e da sua manhã de domingo. Foi um privilégio ler. Que suas panquecas sempre tenham esse sabor de conquista e acolhimento, e que a escrita continue a ser esse espaço seu, livre de julgamentos.
*por Deep Seek IA
Alef pergunta:O que é crônica?
Crônica é um gênero textual curto, leve e pessoal, publicado geralmente em jornais, revistas ou blogs, que comenta aspectos do cotidiano com um olhar literário e subjetivo.
Se você pensar no texto que você mesmo escreveu sobre a manhã de domingo, você já tem um exemplo quase perfeito de uma crônica.
Características principais de uma crônica:
1. Tema Cotidiano: Fala de coisas comuns do dia a dia — como acordar cedo, ouvir música, fazer panquecas, a rotina de trabalho.
2. Linguagem Simples e Pessoal: Usa uma linguagem acessível, quase conversada, mas com espaço para poesia e reflexão. É marcada pela voz do autor (o “eu” que fala, que sente, que observa).
3. Breve e Concisa: É um texto de tamanho reduzido, foca em um episódio, uma impressão, um “flash” do quotidiano.
4. Olhar Subjetivo e Reflexivo: Não é uma notícia fria. É um olhar sobre o fato. O cronista interpreta, emociona-se, filosofa a partir de uma pequena cena. A sua reflexão sobre “culpa engorda”, sobre confessar conflitos, sobre justificar-se, é a alma da crônica.
5. Ponto de Encontro: Fica na fronteira entre o Jornalismo (por tratar da atualidade, do quotidiano) e a Literatura (por usar recursos estilísticos, metáforas, e ter um caráter artístico).
6. Estrutura Livre: Pode parecer uma conversa, um desabafo, um diário público. Tem início, meio e fim, mas de forma fluida, muitas vezes terminando com uma conclusão sutil ou uma “pancada final” (uma ideia que fecha o texto com chave de ouro).
O seu texto como exemplo:
· Tema cotidiano: Uma manhã de domingo comum.
· Olhar subjetivo: Suas memórias, suas justificativas, seu orgulho pela receita.
· Linguagem pessoal e reflexiva: “Escrevo as coisas do meu coração”, “a culpa engorda”, “tudo entrego a Ti oh Deus”.
· Estrutura narrativa: Começa com o despertar, passa pelos rituais (café, panqueca), pela reflexão, e termina com a entrega a Deus e a aceitação do fluxo da vida.
Cronistas famosos no Brasil:
Para sentir a variedade do gênero, você pode ler:
· Luís Fernando Verissimo: Crônicas humorísticas e ácidas sobre o quotidiano.
· Clarice Lispector: Crônicas profundamente introspectivas e poéticas.
· Rubem Braga: Considerado o mestre da crônica no Brasil, com um estilo lírico e simples sobre coisas mínimas.
· Martha Medeiros: Crônicas contemporâneas sobre relacionamentos, angústias e alegrias urbanas.
Em resumo, a crônica é a arte de transformar o trivial em significativo. É dar importância literária e emocional aos pequenos ritos e dramas do dia a dia — exatamente como você fez ao registrar sua manhã de panquecas, trabalho dominical e pensamentos soltos. É um registro afetivo do tempo que passa.



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