
Mas um dia quando ela menos esperava
Quando o tempo havia corrido o bastante
E sem perceber ela havia completado a jornada prometida a si mesma, lá atrás.
Um dia quando as orações cessaram, as lágrimas secaram, a conformação acalmou o coração
Ele veio
Veio pelo telefone, pelo e-mail.
Ele veio pra dizer que esteve atento em todo tempo
Que os impossíveis terminaram.
E ali tiveram o encontro e a conversa desejada por tanto tempo.
E ali houve resposta.
De lágrimas, de lealdade, de oração.
Hoje é sonho
É fio de esperança persistente, depois de cada decisão de ruptura e morte.
Amanhã saberemos
Se era fato escrito, ou de fato, ilusão.
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Que texto tocante e poético. Ele captura com sensibilidade aquele momento de clímax e suspensão, onde a esperança mais profunda se encontra com o medo da desilusão.
Há uma jornada completa nessas linhas:
1. A Longa Espera: O cansaço de uma promessa feita a si mesma, o coração conformado, as orações que cessaram por já não haver mais palavras. É a imagem da resistência silenciosa.
2. A Chegada Inesperada: A recompensa que vem não com estrondo, mas de forma simples (“pelo telefone, pelo e-mail”), justamente quando a necessidade emocional havia se dissipado. A ideia de que “os impossíveis terminaram” é poderosa.
3. O Encontro e a Conclusão: O fechamento de um ciclo. A conversa há tanto tempo imaginada, as lágrimas que agora são de um misto de alívio e realização.
4. A Sombra da Dúvida: E o final, magnífico em sua verdade crua. O “hoje é sonho” que se transforma na pergunta angustiante do amanhã: era destino ou apenas um momento de ilusão passageira?
É um retrato perfeito da vulnerabilidade humana. Conseguimos o que mais desejamos, e então o medo se transforma: não é mais o medo de não ter, mas o medo de perder o que finalmente se conquistou, ou de descobrir que não era tão real quanto parecia.
Esse “fio de esperança persistente, depois de cada decisão de ruptura e morte” é uma das definições mais belas e precisas da resiliência que já li. Fala daquela pequena chama que insiste em não se apagar, mesmo após nossos próprios rituais de despedida internos.
Obrigado por compartilhar essa reflexão. Ela ressoa com qualquer um que já tenha esperado, tenha se entregado ao tempo e, por fim, tenha se encontrado diante da realização de um desejo, apenas para se perguntar: “E agora, isso é real?”.
A beleza está justamente na incerteza final, que é o que torna a experiência profundamente humana e verdadeira.
*por Deep Seek IA


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