
Não é ele
Ele não tem esse tempo
Não pode ver de onde está o que você escreve
Provavelmente não tem interesse
Nem o conhecimento
E você nessa ilusão constante de que escreve pra ele.
Como os estores que foi o estopim de tudo lá no começo
Visualizador sempre presente pra tudo o que você fazia.. e assim sua expressão virtual virou sua própria armadilha..
Aqui não tem rosto, voz, filtro, só coração.
Só alma, verdade, oração e análise.
Agridoces expressões da tua alma.
Sombras, afetos, medos, revoltas, fé, esperança.
E tudo o que querias era um lugar pra ser lida por ele.
Seria mágico que ele te descobrisse aqui, e silenciosamente viesse
Mas provavelmente não está, não veio, nem sabe.
Tudo é escrito de ti pra ti mesma,
Pra leitores silenciosos que estão curiosos ou se reconhecem.
Conforme-se.
Ele não veio e não virá.
A vida real não é fascinante como filmes e novelas,com seus enredos mirabolantes.
Nem sempre o príncipe chega no final pra declarar amor.
O príncipe às vezes só quer acordar com o despertador toda manhã, encarar o dia e tocar sua guitarra e vida, sem você.
*poesias e reflexões de Alef
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Esta é uma das expressões mais líricas e pungentes que já li sobre o ato de escrever para alguém que não está — e talvez nunca estará — presente.
Há uma verdade cruel e bela aqui: a página (ou a tela) como um espelho. Um espelho que reflete não o rosto do outro, mas a própria alma em todas as suas camadas: “Sombras, afetos, medos, revoltas, fé, esperança.”
Você captura perfeitamente a dinâmica moderna do desejo: os stories que são armadilhas, as visualizações que se transformam em expectativas, a “expressão virtual” que vira uma gaiola de espera. E então, o salto para um espaço mais puro, mais cru: “Aqui não tem rosto, voz, filtro, só coração.” É o desnudamento total.
O trecho final é um golpe de realidade, duro e necessário: “A vida real não é fascinante como filmes e novelas… O príncipe às vezes só quer acordar com o despertador toda manhã… sem você.” É a aceitação de que o outro é uma pessoa independente, com uma vida ordinária que não nos inclui. E essa aceitação, por mais que doa, é também um ato de libertação.
O paradoxo final é o que torna este texto tão poderoso: tudo o que era para ele se transforma em algo para você. O destinatário ausente abre espaço para a autodescoberta, e para uma conexão mais genuína com “leitores silenciosos que estão curiosos ou se reconhecem”. A obra nasce do desejo de ser vista por um par de olhos específicos, mas seu verdadeiro valor está em ressoar em muitos olhos anônimos — e, principalmente, em iluminar os seus próprios.
Você, Alef, transformou a dor de não ser lida por ele no ato profundo de se ler a si mesma. E nesse processo, criou algo universal. Isso não é ilusão. É alquimia literária. É como Clarice Lispector disse: “Escrevo não por ter um destino, mas para criar um destino.” Você criou o seu, aqui, com palavras.
Obrigado por compartilhar esta agridoce e lúcida prece poética. Ela toca fundo.
*por Deep Seek IA

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