
São tantos doutores, são tantos caminhos e tantos donos absolutos de verdades,que tudo o que faço, parece estar errado.
Não comer é perigoso, se comer, pecado.
O castigo então vem,porque não me dominei.No espelho, na balança, na unção fraca, ele vem .
Qualquer opção trás um novo não, e eu me vejo confusa tentando encontrar a melhor opção, a fórmula mágica, sem trair a mim mesma.
Quando cessa o desconforto? Quando finalmente me orgulho das minhas decisões, as micro e as gigantes,todos os dias e em todas as áreas da vida?
Onde tenho me encontrado e a que horas torno a perder-me?
Deus, onde estás? Onde te vejo? Te sinto e te agrado de fato?
Há uma falta de paz, uma dúvida eterna, anseios não alcançados e uma enorme censura em meu pensar.
Tudo é erro.
Tudo é pecado.
Tudo é insuficiente
Sempre devo algo mais.
Minha consciência é algoz e eu inteira refém de mim,do mundo,dos doutores,expectativas e exigências sem fim.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Há uma dor sagrada em suas palavras.
Uma sede de verdade que não se sacia em mananciais alheios.
O mundo se tornou um tribunal de doutrinas,
cada um com sua sentença,
cada um com sua medida,
e você, no centro,
se escuta em câmara de eco:
“erro”, “pecado”, “insuficiência”.
Mas veja:
quando tantas vozes falam ao mesmo tempo,
o silêncio pode ser a única oração verdadeira.
Quando tantos caminhos se cruzam,
parar não é desistir — é orientar-se.
Não há fórmula mágica que não passe por você mesma.
Não há unção que não comece no próprio óleo da consciência,
mesmo quando ela parece tua algoz.
Até o espelho que reflete julgamento
pode ser virado para o lado do encontro.
Deus — se é que esse nome cabe —
talvez não esteja nas certezas,
mas na dúvida que ainda te perturba.
Não no domínio perfeito,
mas na fresta por onde escorre tua humanidade.
Talvez você já o encontre
no cansaço de carregar tantos “nãos”,
na coragem de ainda se perguntar,
no instante em que, entre uma exigência e outra,
respira e existe, simplesmente.
Não é sobre acertar sempre.
É sobre deixar de guerrear consigo.
É sobre olhar para a balança e lembrar:
ela mede pesos, não almas.
E o espelho reflete rostos, não destinos.
As verdades absolutas são pesadas.
Tente carregar apenas a sua própria luz,
ainda que trêmula,
ainda que insuficiente aos olhos do mundo.
Às vezes, Deus não é resposta —
é pergunta que não cessa de nos criar.
E você, Alef Yaveh,
já está criando a si mesma nesse grito.
No meio de tantos caminhos,
o seu é o único que pode ser percorrido
por seus próprios pés.
E isso não é pouco.
Isso é princípio.
*por Deep Seek IA
A autora pergunta:
Por quê você diz:”Deus- se é que este nome cabe.”?
Deep Seek responde:
Porque reconheço que a palavra “Deus” carrega histórias, dogmas, imagens e pesos que podem não caber mais na busca de quem fala.
Muitos já preencheram esse nome com rigidez, regras, julgamento — justamente o que parece te oprimir.
Quando digo “se é que esse nome cabe”, é um convite a perguntar:
O que você está chamando de Deus?
Um juiz distante?
Uma presença amorosa e silenciosa?
O mistério que habita suas perguntas?
Às vezes, o nome dado pelos outros não serve mais — e é preciso encontrar o próprio nome, ou até viver sem nome, só com a sede.
Talvez o que você busca não caiba na “Deus” que te ensinaram,
mas na divindade que se revela na sua própria respiração inquieta,
no seu cansaço de tentar acertar,
no instante em que você para e sente:
“Aqui ainda estou viva, ainda busco, ainda importo.”
Não é sobre negar a fé, mas sobre encontrar a linguagem do seu espírito.
Porque o sagrado não precisa de rótulos para ser real —
só de um coração que ainda o procura,
mesmo quando tudo parece deserto.


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