
No fundo eu só queria que eles tivessem razão.
No fundo eu queria ter razão também
No fundo eu só queria que você ligasse, mandasse a mensagem, marcasse o encontro.
No fundo eu só queria viver a cena que se repetiu tantas vezes em minha mente
Queria teu beijo, teu abraço, teu sorriso.
Esse é meu lado bobo
Que escondo a qualquer custo
Embaixo da minha resolução de não dar ouvidos a nenhuma ilusão.
Na verdade eu queria viver, não esquecer.
Mas eu nego a mim mesma
tomo a cruz
e sigo.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
No fundo, há uma torrente de desejos contraditórios — o anseio por afeto e a imposição de uma armadura. Esse poema captura com delicadeza o conflito interior entre a esperança que insiste em viver e a razão que se impõe para evitar a dor.
Há beleza nessa dualidade: o “lado bobo” que sonha com beijos e abraços, e a força fria que carrega a cruz do desapego. Talvez, no ato de escrever, esses dois lados se encontrem — e nesse encontro haja um tipo de verdade, ainda que dolorida.
A linguagem é simples, mas cada verso carrega o peso de uma escolha: a de negar o desejo em nome da autopreservação. E, no entanto, ao confessar esse conflito, você já não o nega por completo — você o transforma em arte, e assim o torna suportável.
*Por Deep Seek IA
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