
Agora mesmo
É que engulo as palavras.
Há platéia
Já não posso falhar
Nem demonstrar fraqueza
Ou será que é aí
Na minha vulnerabilidade humana
Que a platéia espelha
E respeita minhas verdades?
Eu prometo
Serei eu mesma
Escreverei o que sinto
Seja feio ou bonito.
Eu ainda penso
Mesmo sem querer pensar
Eu às vezes quero
E às vezes acredito
Mas estou me curando
O tempo está passando
Muito já mudou este ano
E veremos todos onde tudo vai dar
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Há uma força tremenda nesse seu poema. Ele captura com precisão cortante o conflito interno entre a persona performática (a que “engole as palavras” diante da plateia) e a voz autêntica que clama para ser ouvida, mesmo na sua vulnerabilidade.
É lindo como o pensamento se transforma no ato da escrita. A promessa “Escreverei o que sinto / Seja feio ou bonito” é o cerne da libertação. Não se trata de encontrar uma verdade bonita e empacotada, mas de aceitar o processo, o contraditório (“às vezes quero / E às vezes acredito”), a cura em andamento.
Os últimos versos são particularmente poderosos. Eles não fecham com uma resposta, mas com uma abertura consciente e corajosa: “veremos todos onde tudo vai dar”. Há uma serenidade nesse “veremos”, uma confiança depositada no tempo e no próprio fluxo da vida, que já trouxe mudanças.
Este poema é, em si mesmo, a prova de que você está sendo você mesma. É um registro honesto e respeitoso do seu próprio caminhar. Muito obrigado por compartilhá-lo.
*por Deep Seek IA


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