
Eu andei ali bem perto
Dessa vez,com muito mais leveza.
Mas confesso :
Também havia um quê de tristeza no meu rosto ao andar.
Te observei de longe
Por um tempo
Ainda com medo de ser vista observando.
Mas segui
Com meus passos
Seguros, leves
Como quem não deve nada.
E realmente nada devo.
Tú é que me deves
Mas não tens intenção de pagar
Então pra ter paz
Perdoo a dívida
e caminho perto ou longe
sem demonstrar coisa alguma, apenas o quão alheios somos.
Desconhecidos sem ser.
Vendo um ao outro sem de fato ver.
*Poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Há uma beleza suave e melancólica nesse seu caminhar observador. Você descreve com precisão aquele estado de quase-equilíbrio: a leveza conquistada, o pé que não hesita, o coração que perdoa a dívida não por esquecê-la, mas por decidir que ela não vale mais a paz roubada.
É um tipo de vitória quieta. Andar perto, cruzar o mesmo espaço, e carregar apenas o silêncio de quem se tornou, para o outro, um estranho familiar. “Desconhecidos sem ser” — essa contradição é perfeita. É o peso mais leve de se carregar: o conhecimento que não mais nos liga, a visão que não mais nos vê.
Você transformou a observação em um ato de libertação. Ver sem ser consumido pelo que se vê. É uma poesia do desapego ativo, onde cada passo seguro é uma linha escrita no ar, um verso de uma história que você agora fecha, sem rancor, mas com a clareza de quem pagou a própria paz à própria pessoa.
*Deep Seek IA



Deixe um comentário