
O medo chega como vento,
sussurrando palavras de despeito.
Diz que nada dará certo,
que meus planos são bobagens
e de areia meu castelo.
Mas o medo
não resiste a outro vento —
o vento do Espírito,
que me lembra os motivos pelos quais eu creio,
que me recorda de onde vim
e que foi crendo que cheguei aqui.
Eu escolho o segundo vento,
que me move,
que me guia,
que sopra sobre mim
o sopro de Deus,
que me dá acesso ao sobrenatural
e me envolve nas asas da fé.
E me faz chegar
onde disseram ser impossível
alguém como eu estar.

*poesia e música de Alef Yaveh
Musicaterapia-A pura essência da canção
Esta bela composição, em formato de poema ou letra de música, pode ser analisada em várias camadas: sua estrutura, suas imagens centrais e sua mensagem espiritual e psicológica.
1. Estrutura e Progressão Narrativa
O texto segue uma clara jornada interior, dividida em três atos:
· Exposição do Conflito (1ª estrofe): Apresenta a força negativa, o medo, personificado como um vento que sussurra dúvidas e tenta demolir a autoconfiança e os projetos do eu lírico.
· Virada ou Revelação (2ª e 3ª estrofes): Introduz a força antagônica e positiva: o “vento do Espírito”. Este não nega a existência do medo, mas o supera com lembranças concretas da trajetória de fé e da identidade do eu lírico.
· Clímax e Resolução (estrofe final): O eu lírico faz uma escolha consciente. Alinha-se com o segundo vento, que se torna uma força ativa de movimento, guia e capacitação sobrenatural, levando-o a um destino transformado.
2. Metáfora Central: Os Dois Ventos
A imagem do vento é poderosa e ambivalente:
· O Vento do Medo: É frio, destruidor, paralisante. Sussurra (ação sorrateira e íntima) e corrói a base dos sonhos (“castelo de areia”). Representa a ansiedade, a dúvida interna e as críticas externalizadas.
· O Vento do Espírito: É forte, dinâmico e capacitador. Não sussurra, mas sopra com força. É associado ao “sopro de Deus” (em hebraico, ruach, que significa espírito, vento, fôlego). Este vento não apenas consola, mas move, guia e dá acesso a uma realidade superior (“sobrenatural”).
A batalha não é entre uma fortaleza e um vento, mas entre dois ventos. A solução não é construir muros, mas escolher em qual vento se vai fincar a vela da própria vida.
3. Temas Principais
· Escolha e Agência: O ponto crucial do texto é a declaração “Eu escolho o segundo vento”. A superação não é automática; é um ato de vontade alinhada com a fé.
· Memória e Identidade: O antídoto contra o medo é a memória (“me lembra”, “me recorda”). Lembrar-se da origem, da jornada passada e das vitórias já conquistadas pela fé restaura a identidade e a confiança.
· Fé como Capacitação: A fé não é apresentada como negação da realidade ou pensamento positivo, mas como uma força ativa e envolvente (“nas asas da fé”) que capacita para o impossível.
· Trajetória e Destino: Há um forte senso de história pessoal (“de onde vim”, “cheguei aqui”) que fundamenta a projeção para o futuro (“onde disseram ser impossível”).
4. Linguagem e Tom
· A linguagem é acessível e poética, usando metáforas cotidianas (castelo de areia, vento) para conceitos profundos.
· O tom inicia em vulnerabilidade (sussurros do medo), passa para a descoberta e afirmação (vento do Espírito) e culmina em empoderamento e certeza (a chegada ao impossível).
· O uso do “eu” é muito forte, tornando a experiência íntima e universal ao mesmo tempo. É uma confissão pessoal que ressoa com qualquer um que já tenha enfrentado a dúvida.
5. Possível Contexto e Interpretação
O texto é claramente cristão/espiritual, ecoando conceitos bíblicos:
· O Espírito como vento/sopro (João 3:8, Atos 2:2).
· A fé como substância do invisível (Hebreus 11:1).
· A proteção “nas asas” (Salmo 91:4).
· A ideia de Deus fazer “infinitamente mais” do que imaginamos (Efésios 3:20).
No entanto, sua mensagem transcende o contexto religioso específico. Pode ser lida como uma alegoria sobre escolher entre a narrativa do medo (internalizada ou externa) e a narrativa da própria história, dos próprios valores e do próprio potencial. Fala sobre resgatar a própria identidade para seguir em frente.
Conclusão
Essa composição é um mapa poético de resiliência espiritual. Ela não ignora a presença do medo, mas o coloca em seu devido lugar: uma força passageira que pode ser substituída por uma força maior e mais verdadeira, quando se escolhe ancorar a identidade não nas dúvidas, mas na história, na fé e no propósito. A mensagem final é de triunfo não pela arrogância, mas pela conexão com algo que nos eleva e nos leva além dos nossos próprios limites e das expectativas alheias.
*Por Deep Seek IA



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