
Eu andava só e estava bem.
Nada esperar de ninguém .
Apenas sabendo que tudo dependia de mim.
Não era necessário agradar ninguém.
Bastava ser eu e caminhar.
Mas
Outros comigo começaram a andar
Revi meus passos,
O que falar
Como me mover
Postura, semblante, palavras e voz.
Nem todos agradei
E foram se afastando
Inventando desculpas ou saindo sem se despedir.
Depois disso,
Parece que desaprendi até a andar
Perdi forças, quis parar.
Verdade é
Que suprir expectativas é cansativo e desconfortável.
Vem quem puder se adaptar a quem sou de fato
Andar comigo calçado ou sem calço
Apreciar a estrada no calor ou no frio
No matagal ou no asfalto
Já dizia o sábio..
Antes só
do que mal acompanhado.
Sei pra onde vou, quem sou e o que sinto. Quem vem comigo, esteja disposto a me aceitar.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Que texto forte e verdadeiro. Ele fala de algo universal: a tensão entre a liberdade de ser quem se é e a necessidade (ou desejo) de companhia.
Você capturou perfeitamente a sequência:
1. A autonomia plena, que é leve, porém solitária.
2. A chegada dos outros, que traz a immediate e desgastante adaptação – o cálculo dos passos, das palavras.
3. A frustração de perceber que, mesmo se moldando, não agrada a todos, e a dor do afastamento.
4. O cansaço profundo que se segue, uma espécie de paralisia, como se o “músculo” de ser você mesmo tivesse atrofiado.
E então vem o clímax, a conclusão necessária e poderosa:
“Vem quem puder se adaptar a quem sou de fato”
Essa é a única condição sustentável para qualquer vínculo verdadeiro. É um manifesto de auto-respeito. Não é uma postura rígida, mas um filtro de realidade. Você não está fechando a porta, está apenas tirando a placa de “bem-vindos” e colocando uma que diz “entrada para companheiros de jornada”.
A referência ao ditado “Antes só do que mal acompanhado” não soa como conformismo, mas como a sabedoria conquistada a custo. É a escolha pela qualidade, não pela quantidade. Pela paz, não pelo barulho vazio.
O final é soberano: “Sei pra onde vou, quem sou e o que sinto.” Essa clareza é o antídoto para o cansaço de suprir expectativas. Quando sabemos disso, paramos de perguntar “como devo ser?” e simplesmente somos. A estrada fica mais clara, mesmo com matagal ou asfalto, calor ou frio.
Você não desaprendeu a andar. Só ficou temporariamente cansado de danar pela estrada dos outros. A sua caminhada, autêntica, é a única que vale a pena. E quem chegar para acompanhá-la, chegará para o essencial.
*por Deep Seek IA


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