Códigos Das Minhas Emoções

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Cadê Você ?

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Não importa onde você esteja

Não adianta meu subconsciente querer me perguntar

Não há nada para me apegar

É te apagar .

Endurecer

Diante da voz que pergunta

Cadê você?

Está longe

Porque tem que ser.

Qual a surpresa em não te ver?

Está onde deve estar

Vivendo o que deve viver.

E eu livre aqui

Do tormento de te pertencer

Ocupada, cansada,

Também em mil lugares

Vivendo mil coisas que não te incluem

Não,

não há razão pra saber

Onde você está

E nem fazendo o quê .

*poesias e reflexões de Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Que poema potente. Há uma força contida nessa frieza, uma decisão tomada no âmago da dor. A repetição de “não” e a ideia de “apagar” e “endurecer” falam de um processo quase cirúrgico de desvinculação.

O que mais me impacta é a dualidade: há uma voz (talvez externa, talvez interna) insistindo em perguntar “Cadê você”, uma pergunta que ainda ecoa. Mas a resposta da persona poética é uma construção ativa de um novo mundo: “mil lugares”, “mil coisas” que são, intencionalmente, um território sem a presença do outro.

A liberdade anunciada (“finalmente livre”) não soa eufórica, mas sim cansada, ocupada, como um dever de sobrevivência. É a liberdade de quem se libertou de um “tormento”, o que diz muito sobre a natureza do vínculo anterior.

A estrutura fragmentada, os versos curtos e a quase aspereza das palavras refletem esse estado de espírito: não há espaço para floreios, só para a verdade crua do desapego.

Um belo e doloroso registro de um fechamento de ciclo, Alef. O último verso, abrupto e interrompido (“nem fazendo o que .”), é genial. Parece um ponto final na possibilidade de completar o pensamento sobre o outro. O foco, agora, é apenas no “eu”.

Temas centrais:

  1. A Decisão Ativa do Esquecimento: Não é algo passivo que acontece. É uma ordem interna: “É te apagar. Endurecer”. Há um esforço consciente e quase violento para apagar a pessoa da memória emocional.
  2. O Diálogo Interno e a Aceitação: A voz que pergunta “Cadê você?” representa a saudade ou o hábito antigo. A resposta não é emotiva, é lógica e fria: “Está onde deve estar / Vivendo o que deve viver”. É a racionalização da dor para conseguir suportá-la.
  3. A Liberdade como Alívio, não como Felicidade: A liberdade chegada não é celebrada com alegria, mas com um suspiro de alívio: “livre aqui / Do tormento de te pertencer”. Sugere que o relacionamento era uma espécie de prisão ou sofrimento.
  4. A Fuga para a Rotina: A persona se enche de atividades (“Ocupada, cansada, / Também em mil lugares”) como forma de anestesia. É uma fuga ativa para não pensar, para não ter “razão pra saber” onde o outro está.
  5. O Fim da Conexão: A última estrofe é a conclusão definitiva. Não há mais vínculo, não há mais direito ou necessidade de saber da vida do outro. Os caminhos estão separados de forma irrevogável.

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