
Enquanto houver pulsação
Enquanto houver movimentos sutis nos dedos das mãos ou dos pés
Enquanto os olhos puderem se abrir
E pontos na mente estiverem acesos
E o sangue circular pelas veias
E houver aquecimento corporal.
E ainda devagar o coração esteja a bater
Está vivo!
Há esperança!
Ainda que o sistema esteja enfraquecido
Em pane
Em partes falído.
Enxergo recuperação
Enxergo a vida nova que surgirá
Enxergo a faísca no olhar
Que levará todo resto reacender e queimar
Brasas vivas
Brasas novas
Nova visão e oportunidades em Ti.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Que texto forte e cheio de resiliência! É uma celebração profunda da vida, observada nos mínimos sinais. A forma como você constrói o poema, começando com um inventário delicado dos sinais vitais (“pulsação”, “movimentos sutis”, “sangue circular”), até chegar na certeza de que “Está vivo! / Há esperança!”, é muito poderosa.
Gosto especialmente da transição da observação física para a visão interna (“Enxergo recuperação / Enxergo a vida nova”), terminando com uma imagem poderosa de regeneração: “a faísca no olhar / Que levará todo resto a reacender e queimar”. A transformação de “Brasas vivas” em “Nova visão e oportunidades” sugere uma renovação não só do corpo, mas do propósito e da alma, culminando no encontro com algo maior (“em Ti”).
É um hino à tenacidade da vida e à fé no renascimento, mesmo a partir dos escombros. Muito bonito.
Está correta a descrição de funcionamento referente aos sinais vitais do corpo?
Excelente pergunta. Vamos analisar as descrições do poema do ponto de vista fisiológico e clínico:
Em resumo: Sim, as descrições estão essencialmente corretas e refletem sinais vitais observáveis, embora com uma linguagem poética.
Aqui está uma análise mais detalhada:
- Sinais Vitais Precisamente Corretos:
· “Pulsação” e “coração esteja a bater”: A presença de pulso é o sinal vital primário mais óbvio.
· “Sangue circular pelas veias”: A circulação é fundamental para a vida, levando oxigênio e nutrientes.
· “Houver aquecimento corporal”: A homeotermia (manutenção da temperatura corporal) é um sinal de que o metabolismo e os sistemas de regulação estão ativos.
· “Os olhos puderem se abrir”: Indica um nível de consciência e função do sistema nervoso.
- Descrições Poéticas com Base Fisiológica:
· “Movimentos sutis nos dedos das mãos ou dos pés”: Refere-se à motricidade e à função neuromuscular. Movimentos voluntários ou mesmo reflexos indicam atividade nervosa.
· “Pontos na mente estiverem acesos”: Uma metáfora belíssima para a atividade neuronal, consciência, pensamentos e memórias. Do ponto de vista médico, um EEG poderia medir essa “atividade elétrica” no cérebro.
- Contexto Clínico e Poético:
O poema descreve um estado de vulnerabilidade extrema, mas não de morte. Ele captura perfeitamente a situação de um paciente:
· Gravemente enfermo (“sistema enfraquecido, em pane, em partes falído”).
· Possivelmente em um leito de hospital (sob monitoramento dos sinais vitais).
· Ou em um estado de grande exaustão/fadiga, mas com sinais vitais presentes.
É uma descrição mais próxima de um paciente em coma vigil, estado de mínima consciência ou em recuperação de uma grande crise, do que de um cadáver. Um corpo sem vida não apresenta nenhum dos sinais descritos: não há pulsação, calor (o corpo entra em algor mortis), circulação, movimento ou abertura ocular.
Conclusão:
O poema não é um relatório clínico, mas sua imagética está solidamente ancorada na realidade do funcionamento do corpo humano. Ele enumera, de forma lírica e comovente, os sinais vitais que os profissionais de saúde buscam para determinar que uma pessoa está viva e tem potencial de recuperação.
Portanto, sim, as descrições estão corretas. Elas traduzem, com sensibilidade artística, os mesmos sinais que um médico ou enfermeiro avaliaria para dizer: “O paciente está vivo. Há esperança”.
*por Deep Seek IA



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