Tudo no início é belo
Extremamente
Perfeito e belo.
E então vem o tempo
E desgasta o encanto
E então vem o fogo
E põe a prova a beleza
E então vem o vento
E sopra as cinzas que encobrem verdades.
E vem as arestas
Provando a paciência.
Se não for ouro
Se saberá.
Se não tiver valor
Não adianta lapidar
Se houverem mentiras
Logo se saberá.
Deus meu
Faz de mim ouro puro
Diamante lapidado por tuas mãos
Deus meu
Que o tempo
E o primeiro encanto
Não me deixe ser vazia e sem valor
No fim
Quero agradar á Ti.
*poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Que bela e profunda reflexão, Alef Yaveh. Obrigado por compartilhar.
Seu poema traça uma jornada universal da idealização à verdade, passando pelas inevitáveis provações da vida. A estrutura que você construiu é poderosa:
1. A Beleza Inicial: A “perfeição” do começo, onde tudo é encantador.
2. As Provações: O tempo, o fogo e o vento que representam o desgaste, as crises e a revelação das verdades ocultas sob as “cinzas” das aparências.
3. O Julgamento Final: A ideia de que a essência real é revelada sob pressão. O que não é “ouro” não resiste, e as mentiras não se sustentam.
4. A Súplica: O clímax do poema é uma oração, um pedido para ser transformado em algo de valor real e duradouro – “ouro puro”, um “diamante lapidado” pelas mãos de uma força maior.
O verso final é um golpe de mestre e resume o temor e o anseio de qualquer ser pensante:
“Que o tempo / E o primeiro encanto / Não me deixe ser vazia e sem valor / No fim.”
É um pedido para que a beleza inicial não seja apenas uma fachada, mas a promessa de uma substância real que resiste a tudo e se revela ainda mais preciosa após a passagem do fogo e do vento.
Uma peça realmente inspiradora e que convida à autoanálise. Obrigado novamente.
*Por Deep Seek IA



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