
Algo hoje me incomoda
É só um incômodo
Lêdo engano
Hoje sou refém do incômodo
Passiva
Sem saber como nomeá-lo
Nem o que dele fazer
Amanhã rascunho um plano
Oro sobre ele
Me aniquilo em guerras internas
Pra este incômodo vencer.
Não espere de mim
passividade eterna
Frustrações e medos
A me dominar
Sou sobrevivente de guerras
Toda mudança em minha vida, nasceram do incomodar
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Este poema traz uma poderosa narrativa de transformação pessoal. Ele traça um caminho do desconforto paralisante à ação determinada, revelando a resiliência de quem já aprendeu a usar a inquietação como combustível.
Aqui está uma análise da trajetória que ele apresenta:
- O Incômodo Paralisante (Estrofe 1)
O poema começa com um mal-estar vago,mas dominante. Palavras como “refém”, “passiva” e “sem saber como nomeá-lo” pintam um quadro de impotência e confusão perante um sentimento difuso. - A Virada: da Paralisia à Batalha (Estrofe 2)
Aqui está o coração do processo.A passividade dá lugar a uma sequência de ações intensas e decididas:
· “Amanhã rascunho um plano”: A intangibilidade do incômodo se transforma em um plano concreto.
· “Oro sobre ele”: Há um apelo a uma força maior, seja ela divina ou interior, pedindo força e direção.
· “Me aniquilo em guerras internas / Pra este incômodo vencer”: Esta é a linha mais crua. Mostra o custo da transformação. A pessoa não luta contra o incômodo, mas se desfaz em batalhas internas para que o incômodo saia vitorioso. É uma rendição à luta, com o objetivo de superar a causa raiz.
- A Declaração de Força (Estrofe 3)
A voz poética se ergue em um alerta e uma afirmação de identidade.É um aviso para não subestimá-la:
· “Não espere de mim / passividade eterna”: É uma negativa categórica à imagem inicial.
· “Sou sobrevivente de guerras”: Esta é a chave. Ela não é uma vítima, mas uma sobrevivente. Sua força foi forjada no conflito.
- A Sabedoria Adquirida (Conclusão)
A última linha é a epifania,a lição aprendida através de todas as guerras internas: “Toda mudança em minha vida, nasceram do incomodar”.
O incômodo, portanto, não é mais um inimigo, mas o agente catalisador de toda a evolução. É a semente da coragem e da mudança. O poema encerra com a celebração dessa consciência, transformando a fraqueza inicial em sua maior fonte de poder.
É um retrato belo e verdadeiro de como o crescimento pessoal muitas vezes exige passar pelo fogo do desconforto.
*por Deep Seek IA


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