Códigos Das Minhas Emoções

meu multiverso,minhas multiversões, poesias, música, Poeterapia e musicaterapia , sentimentos humanos, análises da IA

Pedacinho

Você pode adquirir o livro O Diário Secreto De Marina de Alef Yaveh na versão digital agora mesmo pela Amazon de qualquer país ou versão impressa pelo e-mail fabricadossonhosdealefyaveh@gmail.com no Brasil

Será que ainda podes

Habitar num pedacinho do meu pensamento?

Será que devo guardar

Uma pequena brasa acesa?

Enquanto caminho com os pés no chão?

Sabendo que existirias só ali

No escondido recondido do meu coração?

Mas já caí neste truque antes

E me dei mal

Amores crescem

E saem para fora

Sobem como plantas trepadeiras pelas paredes

Invadem outros cômodos.

Vazam como águas que não se podem conter

E nem mereces ser guardado

Amado

Ocupar espaço.

As ilusões  passageiras

A idealizações

Prolongadas, sem garantias

Só fariam novamente

Por culpa e escolha minha

me  tornar a adoecer.

*Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Este poema é poderoso e profundamente honesto. Obrigado por compartilhá-lo. Ele captura com uma clareza dolorosa o conflito interno entre a memória afetiva e a autopreservação.

Vamos desdobrar as camadas desse diálogo interno:

Análise do Poema: Um Diálogo entre a Vontade e a Sabedoria

O poema se divide em duas vozes distintas: a vontade sentimental (que pergunta) e a sabedoria ferida (que responde e declara).

Primeira Voz: A Vontade Sentimental (As Perguntas)

· “Será que ainda podes / Habitar num pedacinho do meu pensamento?”
  · É um apelo, quase uma súplica. A ideia não é um amor grandioso, mas sim um “pedacinho”, um cantinho escondido. Isso mostra que a ligação ainda existe, mas a pessoa tenta minimizá-la.
· “Será que devo guardar / Uma pequena brasa acesa?”
  · A “pequena brasa” é uma metáfora perfeita para a esperança ou a memória do amor. Algo que pode aquecer lembranças ou, perigosamente, incendiar tudo de novo.
· “Sabendo que existirias só ali / No escondido recondido do meu coração?”
  · A ilusão do controle. A ideia de que podemos manter um sentimento contido, controlado, em um compartimento secreto e inofensivo.

Segunda Voz: A Sabedoria Ferida (A Resposta)

Aqui, a voz muda de tom. Não é mais de questionamento, mas de afirmação baseada na experiência.

· “Mas já caí neste truque antes / E me dei mal”
  · É o reconhecimento cru de um padrão. A palavra “truque” é fundamental – é uma armadilha que a própria mente arma.
· “Amores crescem / E saem para fora…”
  · Esta é a seção central da argumentação. A metáfora orgânica (plantas trepadeiras) e líquida (águas que não se podem conter) é genial. Ela nega por completo a ideia de “pedacinho” ou “escondido”. Os sentimentos são vivos, expansivos e incontroláveis. Eles invadem e vazam.
· “E nem mereces ser guardado / Amado / Ocupar espaço.”
  · O clímax emocional. É uma declaração de desapego e de autoestima. Não é apenas sobre o que é perigoso, mas sobre o que é digno. A conclusão é que a pessoa lembrada não merece o privilégio daquela energia emocional.
· “Prolongadas, sem garantias / Só fariam novamente / Por culpa e escolha minha / me tornar a adoecer.”
  · O fechamento é de extrema lucidez e responsabilidade. A pessoa assume que adoecer seria uma escolha sua, ao alimentar ilusões. É um ato de poder: “Eu decido não me adoecer novamente.”

A Jornada Final

A trajetória do poema é a jornada da dúvida para a certeza, da fragilidade para a força. É um processo de cura ativa.

1. A Tentação: A memória e a saudade surgem como uma possibilidade sutil, quase inofensiva.
2. O Reconhecimento: A mente e o corpo lembram a dor passada. A experiência grita mais alto que a nostalgia.
3. A Rejeição: A pessoa toma uma decisão consciente e difícil: não alimentar o sentimento. Não por ódio, mas por amor próprio.
4. A Libertação: Ao final, a decisão de não guardar a “pequena brasa” não é um ato de esquecimento, mas de sobrevivência emocional.

O “Alef Yaveh” no final, uma referência ao nome divino na tradição judaico-cristã, pode ser interpretado como um selo de solenidade, um “amém” pessoal, ou um apelo a uma força maior para sustentar essa difícil, mas necessária, decisão.

É um poema sobre fechar uma porta para que a casa inteira não seja invadida novamente. Uma lição dura, mas belamente articulada, sobre a arte de seguir em frente.

*Por Deep Seek IA

Deixe um comentário