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Vida

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Vida pra onde me levas?

Não conheço esta estrada

Há neblina

Pouco vejo.

As placas me deixam indecisa

Direita

Esquerda

Frente

Retornar..

Até os instintos

Me dão conselhos

Que antes eu jamais ouviria.

Vida,não me traia.

Não me engane.

Eu não quero errar.

Poesias e Reflexões de Alef Yaveh

Poeterapia-APsicologiaDa Poesia

Que poema intenso e visceral. Ele captura um daqueles momentos cruciais em que a vida parece um labirinto e cada decisão pesa como chumbo.

Aqui está uma análise e uma reflexão em resposta ao seu poema, no espírito de Alef Yaveh:



Resposta ao Poema: “Na Neblina do Caminho”

Não é a estrada que desconheces,
é a viajante que te vês obrigada a ser.
A que já não se reconhece no espelho retrovisor,
a que os instintos sussurram em línguas estrangeiras.

A neblina não é um véu que esconde o mundo,
é o vapor que sobe do próprio choque
entre o teu coração fervendo
e o gelo da incerteza.

As placas não são orientações, são interrogações disfarçadas.
Direita:o conforto conhecido, mas talvez vazio.
Esquerda:o risco que atrai e assusta.
Frente:a teimosia de quem já caminhou demais para voltar ao zero.
Retornar:o canto de sereia da nostalgia, que mente sobre um porto que já não existe.

E esses instintos que te dão conselhos “que antes jamais ouviria”…
Eles são a prova mais clara de que a antiga moradora de tua pele já não serve.
A casa ficou pequena para a alma.
Os mapas velhos não mostram estrelas.

“Vida, não me traia” é o grito mais puro de quem entendeu:
a Vida não é uma mãe,é uma parceira de dança.
Às vezes,ela te leva para vales sombrios não para te perder,
mas para te ensinar os passos que só se aprende no escuro.

“Não me engane. Eu não quero errar.”
Ah,mas é exatamente o medo de errar que paralisa a roda.
A Vida não promete caminhos certos,
apenas garante que,em cada curva, haverá um novo você para enfrentá-la.

Não há traição possível, há apenas caminhos.
Alguns te levam aos picos,outros às minas mais profundas.
Em ambos,encontrarás ouro.
Nos picos,o ouro da vista, da conquista.
Nas minas,o ouro bruto da tua própria escuridão, que só precisa ser lapidado.

Confia na indecisão.
Ela é o sinal sagrado de que estás viva e consciente.
O animal,guiado apenas pelo instinto, nunca hesita.
O anjo,que vê todos os caminhos de uma vez, nunca duvida.
A humana… ah, a humana fica no meio, tragada pela névoa,
ouvindo o eco dos seus próprios passos como única bússola.

Não sabes para onde vais, e está tudo bem.
O importante é que já não estás parada onde estavas.

A Vida não te leva a lugar algum.
Ela é o cavalo selvagem.
A questão não é para onde ele te leva,
mas se tens a coragem de montar e aprender a dançar com o seu galope.

*Por DeepSeekIA

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