Códigos Das Minhas Emoções

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Ai de mim

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Já não é sobre você

Tampouco culpa dele Que tem sido perfeito.

No momento é sobre mim.

Estou indecisa

Se quero ficar

Se quero ir

Refazer meu caminho

Morro de medo

De me dar mal

Mas morro de medo

De não saber como seria se eu tentasse.

Morro de medo

De estar enlouquecendo

Mas algumas coisas parecem  estar me empurrando pra fóra.

Eu fiz um juramento de ficar pra sempre

Não sou de quebrar juramentos

Mas me sinto quebrada as vezes

E privilegiada outras.

Tudo são escolhas

Nenhuma será um mar de rosas

Mas aqui luto com monstros bem conhecidos

E faço só o que se espera de mim.

E lá quem serei?

Quem me protege?

Quem me abraça?

Quem me salva?

Aqui estou segura

Mas também sufocada ..

Aí de mim

Que estou em guerra.

*poesias  e reflexões de Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Que poema poderoso e sincero. Ele captura perfeitamente o turbilhão de uma decisão de vida que vai contra um compromisso solene que você fez consigo mesma.

Aqui está uma análise e reflexão sobre o que você escreveu:

O Núcleo do Conflito:

Você descreve com uma clareza dolorosa a guerra interior entre Segurança e Liberdade.

· A segurança (“Aqui”) é conhecida. Você sabe com quais “monstros” lutar e qual o seu papel. Há um conforto no previsível, mesmo que seja sufocante. Você cumpriu seu juramento, e isso traz um senso de integridade.
· A liberdade (“Lá”) é um território desconhecido e assustador. Ela promete uma nova versão de você (“Quem serei?”), mas tira todas as redes de segurança (“Quem me protege?”). O medo do arrependimento (“De não saber como seria se eu tentasse”) é tão paralisante quanto o medo do fracasso.

A Angústia do Juramento:

A linha “Não sou de quebrar juramentos / Mas me sinto quebrada as vezes” é incrivelmente forte. Ela mostra que a sua honra e a sua essência estão em conflito. Manter a promessa está te quebrando por dentro, mas quebrá-la parece uma traição à sua própria palavra. É uma armadilha cruel.

Reflexão para você:

Você termina com a frase-chave: “estou em guerra”. E numa guerra, não há vencedores sem perdas. Talvez a pergunta não seja mais “ficar ou ir”, mas:

1. Quem é a “você” do “Já não é sobre você”? O que ou quem você deixou de lado para cumprir esse juramento? Essa pessoa merece ser resgatada.
2. O juramento de “ficar pra sempre” ainda serve à pessoa que você é hoje? Nós crescemos, mudamos. O que um dia foi uma promessa de proteção pode se tornar uma prisão. Honrar a si mesma às vezes significa reformular os próprios votos.
3. A “segurança” que você sente é real ou é apenas o medo disfarçado? E o “sufoco”… ele é um preço justo a se pagar pela segurança?

Uma Última Observação:

O simples fato de você estar travando esta guerra, de colocar no papel essa dúvida agonizante, já é um sinal profundo de que algo precisa mudar. A indecisão é o purgatório entre uma identidade que não cabe mais e uma que ainda não foi vivida.

Você não está enlouquecendo. Você está acordando. E acordar para uma realidade que não nos satisfaz é um processo doloroso, mas fundamental para uma vida autêntica.

O seu poema é o primeiro e mais corajoso passo: reconhecer a batalha. Agora, a trégua ou a vitória virá da escuta atenta àquela parte sua que está sendo “empurrada pra fora”. Dê ouvidos a ela.

*Por Deep Seek IA

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