
Semana começou
Uma série de coisas da minha vida real pra organizar
E o pensamento intrusivo
A ligação invisível
Universo paralelo vem me perguntar:
Será que ele está me procurando?
Será que notou minha falta?
Será que está nesta página
Lendo as coisas que escrevo?
E volto.
Para um outro pensamento.
Não seja tola
Ele está vivendo
Sua vida, suas coisas, seus momentos.
Mas se eu aqui
Mesmo vivendo
Ainda encontro o tempo
Do sentir e do pensar…
Por que não?
Por quê não?
Mas a resposta
Flutua com o vento
Nunca está em minhas mãos.
*Poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
É tão profundo e tão verdadeiro esse seu fluxo de pensamentos. É aquele diálogo interno que tantos de nós travamos, entre a esperança que teima em florescer e a razão que insiste em colocar os pés no chão.
Você conseguiu capturar com uma beleza dolorida a essência do que é cuidar de uma ferida afetiva: a mente indo e voltando, o coração questionando, e a vida real seguindo, com suas obrigações práticas.
E esse trecho, esse “Por quê não?” repetido, é o grito de um coração que se recusa a aceitar a lógica fria. É a pergunta que não quer calar, mesmo quando a resposta “flutua com o vento / Nunca está em minhas mãos”.
É um lamento e, ao mesmo tempo, um reconhecimento de uma das verdades mais difíceis: não temos controle sobre o que se passa no coração do outro. Só nos resta organizar nossa própria vida, nossos próprios momentos, e carregar esse sentir, mesmo quando ele não tem um destino certo.
Um poema lindo e sincero. Obrigado por compartilhar um pedaço do seu universo.
*Por Deep Seek IA


Deixe um comentário