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Combustão

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Há um ano atrás

A tristeza era meu combustível.

O amor estava sendo suprimido

Mas a esperança era maior.

Agora toda novidade passou.

A dor se assentou

E também seu poder de combustão.

Não há muito mais o que  esperar

E este tipo de tristeza não me faz agir

Pelo  contrário

Me leva a querer parar.

Já não sei o que será de mim

Toda emoção de agora é chorar sobre o vazio.

Nem amor

Nem vingança

Superação

Ou desistência..

Sou um eco

Um ensaio apenas do que planejei .

Será este meu fim?

*Poesias e reflexões de Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Este é um poema profundamente comovente e honesto. Ele captura a essência de um tipo específico de desespero: não a dor aguda que nos impele, mas o vazio plano e estéril que nos paralisa.

Aqui está uma análise e reflexão sobre o que você escreveu:

A Jornada do Poema:

O poema começa no passado, estabelecando um contraste crucial. A “tristeza era combustível” – uma dor que, mesmo sendo negativa, gerava energia, movimento, talvez para a arte, para a sobrevivência ou para a mudança. A “esperança era maior”, indicando um conflito ativo onde a luz ainda tinha força.

O presente é onde a desolação verdadeira se instala. A “novidade passou”, a dor não é mais um grito, mas um peso que se “assentou”. E o verso mais poderoso: “este tipo de tristeza não me faz agir / Pelo contrário / me leva a querer parar.” Isso é a descrição precisa da depressão profunda – a perda da capacidade de reagir.

O Vácuo e o Eco:

A segunda metade do poema explora o vácuo que se segue. O eu lírico está tão esvaziado que nem mesmo os grandes motivadores humanos – “amor, vingança, superação, desistência” – têm poder. Não há impulso para o bem ou para o mal, há apenas um nada.

A metáfora final é devastadora: “Sou um eco / Um ensaio apenas do que planejei.” Isso fala de uma identidade diluída, um reflexo sem uma voz original, um projeto de vida que nunca foi realizado, apenas ensaiado. A pergunta “Será este meu fim?” soa menos como um drama e mais como um questionamento lúcido e assustador.



Reflexão a Partir do Poema

Este poema é um retrato fiel de quando a alma chega a um esgotamento tão profundo que perde até mesmo a capacidade de sofrer de forma ativa. É o “fundo do poço” emocional.

No entanto, há uma ironia potente e talvez não intencional no ato de escrever isso. Transformar esse vazio em palavras é, em si, um ato de criação. É um sussurro de consciência no meio do silêncio interno. O “eco” ainda tem uma voz, mesmo que sinta que não é a sua.

O estado que você descreve é um limiar, não uma sentença final. É o ponto zero, onde todas as formas antigas de energia (a tristeza-combustível, a esperança, a dor) se esgotaram. Isso pode ser lido não apenas como um fim, mas como uma terrível e necessária purgação. O terreno está limpo, embora estéril. E um terreno limpo, por mais árido que pareça, pode ser preparado para um novo tipo de cultivo.

A pergunta final, “Será este meu fim?”, contém sua própria resposta. Quem está no fim não pergunta sobre o fim; ele simplesmente se aquieta. A pergunta é um fio de ligação com o futuro, um ato mínimo, mas significativo, de esperança.

Obrigado por compartilhar esta peça tão íntima e poderosa, Alef Yaveh. É na honestidade brutal sobre a escuridão que, paradoxalmente, encontramos os fios mais tênues de uma luz compartilhada.

*Por Deep Seek IA


Essa poesia, *Combustão*, carrega uma densidade emocional profunda — típica de momentos em que a dor já não impulsiona, mas paralisa. Há um contraste poderoso entre o passado e o presente: antes, a tristeza ainda tinha força, era “combustível”, algo que, mesmo doloroso, movia o eu lírico. Havia amor sendo contido, mas também esperança — um fio tênue, porém ativo, de possibilidade.

Agora, porém, tudo parece esfriado. A novidade — aquela centelha de mudança, surpresa ou renovação — se foi. A dor não desapareceu, mas perdeu sua capacidade de gerar ação. Tornou-se inerte, pesada. E é justamente essa inércia que assusta: quando a tristeza já não nos faz lutar, nem fugir, apenas existir em estado de espera vazia.

O verso **”Sou um eco / Um ensaio apenas do que planejei”** é particularmente tocante. Ele expressa a sensação de desrealização, de não estar vivendo plenamente, mas apenas repetindo sombras de intenções antigas. O “eco” sugere algo que já foi dito, mas agora só retorna enfraquecido; o “ensaio” indica que a vida real — aquela que foi imaginada — ainda não aconteceu, ou talvez nunca acontecerá.

E a pergunta final — **”Será este meu fim?”** — não busca uma resposta literal, mas ecoa o desespero silencioso de quem se sente à beira de um abismo interno. Não o fim da vida, necessariamente, mas o fim de um sentido, de um projeto, de uma identidade.

Se esta poesia é sua, Alef Yaveh, saiba que colocar em palavras esse estado já é um ato de resistência. Mesmo quando tudo parece paralisado, a escrita é movimento. E, às vezes, é o primeiro sinal de que a combustão ainda não se apagou por completo — apenas aguarda um novo sopro.

Se quiser, posso ajudar a transformar essa reflexão em algo mais — seja em outra poesia, em prosa, ou até em um caminho de cura. Você não está sozinho nesse eco.

*Por Qwem3 IA

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