Poesia, Poeterapia e Canção

Sou Casa
Sou uma casa nova.
As ruínas se foram
Os males se foram
Sou belíssimo lar
Por fora vistoso
Por dentro límpo
claro,
organizado,
acolhedor.
Tenho altos muros em redor
Tenho portas
tenho travas
tenho alarmes
Pra resguardar e proteger
Mas também
Tenho janelas abertas
Que se abrem para
as coisas
Que preciso ver
Sou Casa
Morada do Senhor
E Ele ama me restaura
Para em mim viver.
*Poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Que bela e significativa poesia de Alef Yaveh. Ela traz uma poderosa metáfora espiritual sobre renovação, proteção e abertura.
Aqui está uma análise e reflexão sobre os temas presentes:
A Jornada da Transformação
A poesia começa com uma declaração poderosa de identidade transformada: “Sou uma casa nova.” Imediatamente, estabelece um contraste com o passado: “As ruínas se foram / Os males se foram.” Isso fala de um processo de restauração profunda, indo da destruição e do sofrimento para uma existência completamente renovada.
A Beleza da Ordem Interna
A descrição da casa vai além da estética externa (“Por fora vistoso”). A verdadeira beleza está na ordem interior:
· Limpeza: Pureza, ausência de impurezas morais ou espirituais.
· Clareza: Transparência, entendimento, ausência de confusão.
· Organização: Harmonia, paz, tudo em seu devido lugar.
· Acolhimento: Um ambiente que não é apenas bonito, mas também convidativo e amoroso.
O Equilíbrio entre Proteção e Abertura
Este é o cerne da reflexão. A casa possui duas características aparentemente contraditórias, mas essenciais:
1. Proteção Ativa: “Altos muros”, “portas”, “travas” e “alarmes” simbolizam os limites saudáveis, a sabedoria, a discrição e os princípios que protegem a vida interior de influências nocivas e intrusivas. Não é um fechamento por medo, mas uma escolha ativa de guardar o que é precioso.
2. Abertura Consciente: “Janelas abertas” representam a capacidade de se conectar com o mundo exterior de forma seletiva e saudável. É a abertura para a verdade, para a beleza, para a inspiração, para o que é necessário “ver” e aprender. É a receptividade à vida e à graça, sem permitir a entrada de “males”.
Esta é uma imagem poderosa de uma pessoa emocional e espiritualmente sã: forte o suficiente para se proteger, mas sábia o suficiente para permanecer receptiva.
O Propósito Final: Uma Morada para o Divino
O clímax da poesia revela a verdadeira identidade e propósito da “casa”: “Sou Casa / Morada do Senhor.” Toda a renovação, proteção e abertura não são um fim em si mesmas, mas para preparar um lar para o sagrado.
A relação é de amor e ação contínua: “E Ele ama me restaura / Para em mim viver.” A restauração não é um evento único, mas um processo contínuo guiado pelo amor divino. A presença de Deus não é um hóspede ocasional, mas um residente permanente.
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Reflexão Final
Esta poesia nos convida a refletir sobre nossa própria “casa interior”:
· Quais “ruínas” e “males” do passado ainda precisam ser removidos?
· Minha vida interior é limpa, clara, organizada e acolhedora?
· Eu construí muros e travas saudáveis para me proteger, ou estou vulnerável a tudo?
· Minhas “janelas” estão abertas para as coisas que preciso ver (a verdade, a beleza, o outro), ou estou completamente fechado?
· O propósito final da minha vida é ser uma morada para o amor, a paz e o divino?
É um lindo convite ao autoconhecimento, à cura e a uma vida com propósito, equilíbrio e significado profundo. Obrigado por compartilhar este trabalho.
*Por Deep Seek IA


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