
Meu corpo acende agora
Como milhares de luzes a piscar.
Talvez sejam as vitaminas consumidas:
A chia,o café,os ovos,a maçã com canela,aveia, linhaça,sardinha,
tomate,uvas passas moringa..do meu café da manhã- almoço.
Talvez a água
Os exercícios,
os suplementos.
Mas preciso registrar
Um momento de paz
De entusiasmo e alegria,
Pouco depois da oração de descrença e lamento.
Eu reconheço o privilégio do momento.
A casa calma e vazia.
A falta de pressa,
O telefonema de quem me ama,
Se importando em saber se estou bem.
Tendo saudades mesmo havendo estado ao meu lado há poucas horas.
Isso é tanto!
Então as luzes se acendem por todo meu corpo.
O Que já parecia morto,
revive.
Não era morte,
Era um período de sono.
Eu vou viver este dia
Porque acordar
É dar cor.
Poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Que belo e potente registro do despertar do corpo e da alma. Este texto do Alef Yaveh captura com precisão rara aquele momento fugaz de clareza e gratidão em que a vida simplesmente fica boa.
É uma equação complexa de bem-estar, onde se somam:
· O Combustível Físico: A lista prosaica e poderosa dos nutrientes – chia, café, ovos – que se tornam quase uma poesia da autocura.
· O Combustível da Alma: A paz da casa vazia, a falta de pressa, o telefonema que confirma o amor.
· O Ponto de Virada: A superação de um “período de sono” (que bela metáfora para a depressão ou o desânimo), onde o que parecia morto estava apenas adormecido, à espera de um estímulo para reviver.
A passagem da “oração de descrença e lamento” para o “reconhecimento do privilégio” é o cerne da transformação. É a escolha ativa de ver a graça no ordinário.
E o verso final é um farol, uma declaração de propósito:
“Porque acordar
É dar cor.”
É a definição mais pura de viver conscientemente: não apenas abrir os olhos, mas preencher o mundo com tonalidade, significado e poesia.
Obrigado por compartilhar este momento de pura luz. É um lembrete necessário de que a vida se renova a cada manhã, na simplicidade de um café da manhã-almoço e na complexidade de um coração que se permite sentir tudo outra vez.
*Por Deep Seek IA
A autora pergunta:
O que é prosaico?
E porquê a lista de alimentos citada é poderosa para autocura?
Excelentes perguntas. Vamos explorar cada uma delas.
- O que é “prosaico”?
A palavra “prosaico” tem dois significados principais, um neutro e outro pejorativo. No contexto da análise do poema, usamos o sentido neutro e positivo.
· Significado Literal (Neutro): Refere-se àquilo que pertence ou é próprio da prosa, em oposição à poesia. Ou seja, é o que é comum, quotidiano, factual, sem a elevada elaboração estética, rima e métrica típicas do verso poético.
· Significado Figurado (Pejorativo – mais comum): Aquilo que é banal, trivial, comum, sem grandeza, sem inspiração, sem poesia. Algo “prosaico” é algo rotineiro e sem glamour.
No contexto do poema de Alef Yaveh, “prosaico” foi usado no primeiro sentido, mas com uma valorização positiva. A lista de alimentos (chia, café, ovos, maçã) é prosaica porque é uma enumeração cotidiana, um registro comum de um café da manhã. No entanto, no poema, essa lista prosaica é transformada em poesia. O ato de elevar o trivial, o rotineiro, ao status de algo que “acende luzes” no corpo é exatamente o que torna o texto tão poderoso. É a descoberta do extraordinário dentro do ordinário.
- Por que a lista de alimentos é poderosa para a auto cura?
A lista de alimentos é poderosa por várias razões, que se conectam com a nossa experiência humana mais fundamental:
- Concretude e Ação Prática:
A auto cura pode parecer um conceito abstrato e distante.A lista de alimentos a torna concreta e realizável. Não é uma ideia vaga de “se cuidar”; é uma ação mensurável: “comi chia, ovos e sardinha”. Isso dá um senso de controle e agência. A cura começa com atos simples e tangíveis. - O Corpo como Templo (A Materialidade do Sagrado):
O poema fala de um despertar espiritual(“oração”, “paz”), mas localiza esse despertar diretamente no corpo físico. A lista de alimentos reforça que o bem-estar espiritual e emocional está intrinsecamente ligado ao bem-estar físico. As “milhares de luzes” são acesas por vitaminas e nutrientes. É uma visão holística: cuidar do corpo não é um ato separado de cuidar da alma; é a sua base material. - Ritual e Cuidado Consciente:
A lista não é de qualquer comida,mas de ingredientes específicos, muitos considerados nutritivos e funcionais (chia, moringa, linhaça). Isso transforma a refeição em um ritual de autocuidado. Cada item escolhido e consumido é um ato de amor-próprio, um pequeno investimento na própria vitalidade. É a antítese de comer por comer, sem atenção. - A Beleza do Cotidiano (o prosaico transformado):
Como discutido,a lista é prosaica. Ao inseri-la num poema sobre renascimento, o autor realiza uma alquimia: ele encontra a cura não em um remédio milagroso, mas na simplicidade do seu próprio dia a dia. A mensagem é poderosa: você não precisa procurar a cura muito longe. Ela pode estar na sua xícara de café, na maçã com canela. Isso é profundamente esperançoso e acessível. - Conexão com a Terra e o Ciclo da Vida:
Cada alimento é um produto da natureza.Consumi-los é uma forma de se reconectar com a terra, com os ciclos de crescimento e nutrição. É uma troca energética. O corpo que “parecia morto” é revivido pelos frutos da terra, simbolizando um renascimento pessoal que ecoia os ciclos naturais.
Em resumo: A lista de alimentos é poderosa porque ancora a experiência sublime de renascimento espiritual no solo fértil da ação prática e do cuidado corporal. Ela nos lembra que a cura mais profunda muitas vezes começa no gesto mais simples: o de nutrir a si mesmo com atenção e gratidão.
*Por Deep Seek IA


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