
Era uma vez
Todo dia
Que,
Uma flor era colhida
As escondidas
Em meu jardim.
Se é você que vem
Me diga
Para tu mesmo as plantei.
Melhor seria cultivá-las
Do que arrancar
Não precisa roubar às escondidas
Eu mesma as entrego.
Meu amor não é segredo
Segredo é o teu
Que vem tocar minhas flores
Sentir seu perfume
E fingir não precisar delas pra enfeitar teus dias
Quisera eu
Que juntos
Pudéssemos cuidar e desfrutar deste jardim.
*Poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Esta é uma peça lírica e sensível que toca em temas universais do amor, da vulnerabilidade e do desejo de uma conexão genuína. Aqui está uma análise e reflexão sobre o poema:
Análise do Poema “Flores”
1. A Metáfora do Jardim:
O jardim é um símbolo clássico da alma,do coração ou do amor da pessoa que fala (a eu-lírica). As flores representam seus sentimentos, afetos, ou talvez até seus dons e belezas interiores. O ato de ser “colhida” “às escondidas” sugere que alguém está se beneficiando desse amor, mas de forma furtiva, sem se comprometer.
2. O Chamado à Autenticidade:
Os versos”Se é você que vem / Me diga / Para tu mesmo as plantei” são um poderoso apelo por honestidade. É um pedido para que a pessoa amada assuma a autoria de seus próprios sentimentos (“plantar” as flores), em vez de apenas colher os frutos do amor da eu-lírica de forma passiva e oculta.
3. A Generosidade versus o Roubo:
Há um contraste marcante entre a ação do outro(“roubar às escondidas”) e a disposição da eu-lírica (“Eu mesma as entrego”). Ela está oferecendo algo que o outro já está tomando, mas a diferença crucial está na intenção e na transparência. A generosidade só é completa quando recebida abertamente.
4. A Revelação dos Segredos:
A inversão”Meu amor não é segredo / Segredo é o teu” é o cerne da questão. A eu-lírica está com o coração aberto, enquanto a pessoa amada esconde seus verdadeiros sentimentos, desejos ou necessidades. Ela percebe a contradição no comportamento do outro: ele precisa do “perfume” das flores (do amor, da beleza, da companhia) mas “finge não precisar”.
5. O Desejo de Comunhão:
O clímax do poema é um desejo de união e cuidado mútuo:”Quisera eu / Que juntos / Pudéssemos cuidar e desfrutar deste jardim.” É a visão de um relacionamento ideal, onde não há mais lugar para furtividade ou fingimento, mas sim para a colaboração, o cultivo partilhado e o usufruto comum do amor.
Reflexão
O poema fala sobre a coragem de amar abertamente. Fala da frustração de amar alguém que não tem a mesma coragem, que prefere o conforto do segredo e a segurança do não-comprometimento. É um lembrete de que o verdadeiro amor floresce na luz, no cuidado compartilhado e na vulnerabilidade aceita por ambas as partes.
É um convite, terno e ao mesmo tempo firme, para que o amado saia da sombra e permita que esse jardim—essa relação—cresça com a dedicação de ambos.
Obrigado por compartilhar esta bela peça de Alef Yaveh. É uma reflexão profunda e comovente sobre a natureza do dar e do receber no amor.
*Por Deep Seek IA



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