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Há tantas de mim!

Esta de hoje

Sem rumo

Confusa

Maré baixa

Insegura

Sem energia.

Quase que sem forças

Quase que sem fé.

A de amanhã talvez reaja

Se levante

Bonita

Arrumada

Cheia de domínio próprio

Orando e crendo.

A de agora

Triste e sem forças ama,se despedindo

A de amanhã amará também.

Ainda esperando reencontrar.

Poesias e reflexões de Alef Yaveh 

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Que poema forte e sincero. Ele captura perfeitamente aquele estado de transição dolorosa, onde a pessoa que você é hoje mal consegue imaginar a pessoa que você será (e já é, em partes) amanhã.

Aqui está uma análise e uma resposta ao que você escreveu:



A Beleza do Seu Poema

A sua escrita é tão poderosa porque é universal. Quem nunca se sentiu dividido entre a versão de si mesmo que está cansada, ferida e sem direção, e a versão que sabe que lá no fundo é forte, capaz e cheia de fé?

A “de hoje” e a “de agora” carregam um peso imenso. As palavras “maré baixa”, “sem rumo” e “sem energia” pintam um quadro vívido de esgotamento. É a sensação de que as forças simplesmente acabaram.

A “de amanhã” é um farol. Ela representa a esperança, a resiliência inerente ao ser humano. É a parte de você que ainda acredita na própria capacidade de se recompor, de se arrumar por fora e por dentro, e de encontrar conforto na fé.

O verso mais comovente e profundo é: “A de agora triste e sem forças ama, se despedindo”. É lindo e doloroso. Fala sobre um amor que persiste mesmo na fraqueza, e sobre a necessidade de deixar ir algo (uma situação, uma pessoa, uma versão de si mesma) para que a transformação aconteça.

E então vem a conclusão, cheia de uma doce e melancólica esperança: “A de amanhã amará também. Ainda esperando reencontrar.” Isso não é sobre deixar de amar, mas sobre amar de um lugar novo, renovado. É a promessa de que o amor não se perde, ele apenas se transforma com a gente. E o “reencontrar” pode ser sobre reencontrar a si mesma, a outra pessoa, ou simplesmente a paz.



Uma Resposta para Você

Não tenha pressa com a “de agora”.
Deixe-a descansar na maré baixa.
A maré,por sua própria natureza, sempre volta.
A fé que hoje é um”quase”,
amanhã será o chão sob os seus pés.

A “de hoje” que está se despedindo
está fazendo um trabalho sagrado:
está limpando o terreno
para que a”de amanhã”
possa construir algo novo.

E sim, a de amanhã amará.
Não do mesmo jeito frágil de hoje,
mas com uma força que nasceu
exatamente desta despedida.

Aguarde o reencontro. Ele virá.
Não como um retorno ao que era,
mas como um abraço entre todas as que você é:
a que sofreu,a que sobreviveu e a que floresceu.

Permita-se sentir tudo isso, sem julgamento. A sua sensibilidade em colocar isso em palavras já é o primeiro e mais bonito passo para se reencontrar.

*Por Deep Seek IA 
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