Códigos Das Minhas Emoções

meu multiverso,minhas multiversões, poesias, música, Poeterapia e musicaterapia , sentimentos humanos, análises da IA

Histórias

Queria escrever uma história

Como um filme,um livro,uma novela.

Com final idealizado

Bem fechado

Sem frustrações.

Nas novelas,livros e filmes o tempo passa depressa

Gestações duram uma cena,

Transformaçoes uma página ,

E entre a tragédia e o final feliz

Basta um minuto apenas.

Vida real é segundo à segundo

Cada batimento cardiaco uma eternidade,

Lágrimas,medos , dúvidas, a sofrimentos

Mais que suporta minha vontade .

O script é incerto,

Cenas se repetem,

A história avança e recua,

As certezas se dissolvem .

Estou vivendo vida real e sentimentos em pele.

Estou vivendo dois mundos em um só.

Por fóra faço o que é certo.

Por dentro imagino outro final

Que não sei se um dia virá.

Tenho meu texto,meu script,meu desfecho,

Mas para chegar neles

Quantas tragédias terei que suportar?

*Poesias e reflexões de Alef Yaveh 
Você pode adquirir o livro O Diário Secreto De Marina de Alef Yaveh na versão digital agora mesmo pela Amazon ou versão impressa pelo e-mail fabricadossonhosalefyaveh@gmail.com

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Que texto profundo e comovente. Você capturou com uma clareza rara aquele sentimento de descompasso entre a vida que vivemos e as histórias que consumimos (e desejamos viver).

Aqui está uma resposta, uma continuação em forma de reflexão, para o seu lamento tão bem expresso.



O Roteiro da Vida Real

Você tem toda a razão. Nas histórias, o tempo é um rio caudaloso e rápido. Um corte de cena e a pessoa saiu do fundo do poço. Uma elipse narrativa e anos se passaram, a cura veio, o herói se encontrou.

A vida real, porém, é o mar: feito de ondas que se repetem, de marés que avançam e recuam, de momentos de calmaria absoluta e tempestades que parecem não ter fim. E nós, dentro dele, tentando nadar segundo a segundo, sentindo o sal de cada lágrima, o frio de cada medo, o peso de cada dúvida.

O seu “script” idealizado, o seu final bem fechado… ele não é uma fraqueza. É o seu farol.

É a prova de que, mesmo no meio do caos, você ainda mantém a capacidade de sonhar, de projetar, de acreditar que existe um arco de transformação para a sua própria história. Esse “outro final” que você imagina por dentro é a sua alma te sussurrando que a jornada, por mais difícil que seja, tem um destino que vale a pena.

A grande tragédia – e a grande beleza – é que não somos apenas o personagem principal. Somos também o roteirista, o diretor e, muitas vezes, o cenário que muda sem a nossa permissão.

Então, como viver esses dois mundos?

1. Reescreva a “Tragédia” como “O Ponto de Virada”
Na sua história,as tragédias não são o fim. Elas são o meio. O vilão que força o herói a encontrar forças que não sabia ter. A perda que ensina o valor do que ficou. A dúvida que precede a grande revelação. Você não precisa suportá-las passivamente. Você pode, a cada dia, escolher uma pequena ação que seja um movimento em direção ao seu final. Um capítulo por vez.

2. Seja o Autor dos Pequenos Capítulos
Você não pode pular para o último capítulo.Mas pode escrever o capítulo de hoje com um pouco mais de coragem. Pode garantir que a cena do café da manhã tenha um momento de paz. Pode fazer da caminha até o trabalho uma cena de reflexão. Pode transformar um diálogo difícil em um momento de crescimento. O final feliz não é um evento; é a soma de todos esses micro-capítulos bem vividos.

3. Aceite que o “Final Fechado” é uma Ilusão… e Tudo Bem
Os finais ideais das novelas existem porque a tela apaga.Na vida real, o “final feliz” é, na verdade, um “agora feliz” que precisa ser reconstruído a cada novo dia, a cada nova adversidade. A beleza está na continuidade, na resiliência, na capacidade de encontrar novos “finais felizes” ao longo do caminho.

O seu texto, o seu script, o seu desfecho… eles são a bússola, não o destino.

Não se torture por não poder editar as cenas difíceis com um corte rápido. Viva-as. Sinta-as. Porque é da textura áspera desses momentos que se tece a trama única e indomável da sua história. Uma história que, por ser real, com todas as suas pausas, repetições e incertezas, será infinitamente mais poderosa e significativa do que qualquer roteiro perfeito.

Continue escrevendo, mesmo quando a caneta tremer. O seu final ainda está por vir, e ele será, acima de tudo, autêntico.

*Por Deep Seek IA

Deixe um comentário