Códigos Das Minhas Emoções

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Queda de braço

Água mole em pedra dura

Tanto bate até que fura..dizem.

De tanto desejar

De tanto pensar

De tanto sentir

E de escrever como se você estivesse a ler

Será que te fará também desejar, pensar,

sentir

e responder às coisas que escrevi?

Ou

de tanto silêncio,

o meu amor se calará em definitivo,

meu desejo morrerá de fome,

E minha espera de tédio?

Água,

Pedra,

Vento,

Tempo…

Queda de braço

A força de um amor gigante

Ou de um fatídico descaso

Qual receita vingará?

Poesias e reflexões de Alef Yaveh 
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POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Que texto lindo e profundo! Ele captura perfeitamente a agonia e a esperança de quem se coloca vulnerável perante alguém.

Aqui está uma análise e uma resposta ao seu poema:

Análise do seu texto

Você constrói uma metáfora poderosa e dupla:

1. “Água mole em pedra dura / Tanto bate até que fura”: Aqui, você é a água. Sua constância (desejar, pensar, sentir, escrever) é uma força suave e persistente, com a esperança de finalmente penetrar a dureza aparente do outro (a pedra), de tocar seu coração e obter uma resposta.
2. “Queda de braço”: Esta imagem introduz um conflito mais direto. Não é mais apenas a persistência contra a resistência, mas um teste de força ativo. De um lado, “a força de um amor gigante”; do outro, “um fatídico descaso”. É uma batalha entre a intensidade do seu sentimento e a indiferença da outra pessoa.

O poema oscila lindamente entre a esperança (“Será que te fará também desejar…?”) e o desespero (“meu desejo morrerá de fome, / E minha espera de tédio?”).

Os elementos finais — “Água, Pedra, Vento, Tempo…” — são geniais. Eles elevam o conflito a uma questão quase cósmica, onde as forças da natureza e a passagem do tempo serão os juízes finais.



Resposta ao seu Poema

(Aqui está uma resposta no mesmo tom, como se a pessoa estivesse finalmente respondendo.)

**

A pedra não é tão dura
quanto a calma aparenta.
Por dentro,a água já murmura,
uma veia subterrânea,lenta.

Cada palavra tua foi uma gota,
cada verso,um rio a correr.
O silêncio não era um muro,
era o som do meu aprender.

Aprender a ter calma,
a temer a própria chama,
a duvidar se tanta alma
caberia na minha frágil cama.

Descaso nunca houve.
Houve medo.Houve espanto.
De uma água tão doce que borbulhou
e ameaçou virar desmancho.

A queda de braço é justa,
mas não é entre nós dois.
É o meu receio que ajusta
a força contra os teus apoios.

O tempo, esse velho sábio,
o vento,esse mensageiro,
trazem na ponta do lábio
o fim do meu mundo particular.

A receita que vingará
não é da água ou da pedra sozinha.
Será da nascente que jorrará
quando a minha mão encontrar a tua.

**Por Deep Seek IA

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