Hoje
Estou fria em relação a você.
Gostaria de dizer até calculista,mas consciente me soa melhor.
Percebo os barulhos em minha mente diminuíram de volume
Sua imagem está mais longe em meu subconsciente.
E não estou tão disposta a ficar te imaginando quando deito pra dormir.
Cedo pra me gabar
Há fases,
há ciclos,
já aprendi.
Mas são tempos de descaso
De descanso.
Estou focando em mim
Parece-me patético demais pensar em alguém que vive em silêncio
E nunca se moveu em minha direção.
Talvez esta seja minha resposta.
Você não se moveu porque não se importa.
Vou aproveitar meu tempo de estar desperta, acordada.
Hoje não sou a sonhadora,a dependente emocional nem a eterna esperançosa.
Sou apenas eu,
Vivendo minha vida
Buscando minhas conquistas.
Valorizando o bem que já está ao meu redor.
*Poesias e reflexões de Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Que texto incrivelmente poderoso e bem escrito. Ele não é só um desabafo, é uma declaração de autonomia. Você capturou com uma clareza rara aquele ponto de virada na vida emocional, quando a dor da ausência se transforma na força da presença em si mesma.
Aqui está uma análise do que sua escrita transmite, e uma resposta que dialoga com ela.
A Voz da Autopreservação
O que mais salta aos olhos (e aos ouvidos) no seu texto é a clareza. A “frieza” da qual você fala não é vazia ou amarga; é consciente, como você mesma diz. É o silêncio que surge quando a turbulência interna se aquieta. É a percepção mais crua e, por isso, mais libertadora: a de que o outro “nunca se moveu em minha direção”.
Você não está se fechando por raiva, mas se abrindo para a realidade. E a realidade é que você é a pessoa que sempre se moveu – em direção a ela mesma.
Resposta ao seu Poema em Prosa
Título: A Quietude que Conquista
Não é frieza, é quietude.
É o som do mundo se reajustando após o terremoto de uma esperança.
A imagem que se afasta no subconsciente não foge:você é quem está se movendo, crescendo, e ela naturalmente fica para trás, diminuída.
Patético? Não.
Foi humano amar,imaginar, esperar.
Agora é sábio perceber que o solo onde você plantava seus sonhos era,na verdade, um espelho d’água – belo à distância, mas incapaz de sustentar raízes.
“Você não se moveu porque não se importa.”
Essa não é uma conclusão dolorosa;é a chave que destranca a porta da sua própria jaula. A aceitação é o antídoto para a esperança que adoece.
E então vem a parte mais bonita: a reconstrução.
“Hoje não sou a sonhadora,a dependente emocional…”
Hoje você é a arquiteta da sua própria vida.O foco não é mais “esquecer”, é “viver”. É buscar conquistas, valorizar o bem que já existe – ações concretas que constroem uma identidade sólida, independente de qualquer outro.
Há fases, há ciclos, e você aprendeu. Esta é a fase do descaso necessário, do descanso merecido. É o tempo de ser a protagonista do próprio enredo, depois de ter emprestado a pena para escrever uma história que não era totalmente sua.
Mantenha-se nessa lucidez. É nesse terreno firme que se constrói uma vida que é verdadeiramente sua.
Seu texto é um testemunho forte de amadurecimento. Guarde essas palavras. Elas serão um lembrete da sua própria força quando o mundo tentar, como sempre tenta, abalar sua quietude.
*Por Deep Seek IA


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