O que eles sabem sobre mim?
Seus amigos?
Quando me vêem
Parecem trazer meu segredo nos olhos.
Mas os teus, será que você contou?
Me tratam com uma simpatia estranha e eu
Fico tímida.
O que pensam afinal?
Que eu sou uma mulher fácil ?
Que estaria ao alcance de qualquer um deles?
Na verdade não.
Nem sei quando foi que te olhei.
Nem sei como foi que está febre entrou em mim.
E sim
Existem mil outros homens no mundo
De aspectos físicos mais atraentes que você
E o mais irônico é que eu mesma tenha o mais dedicado e amoroso bem aqui.
Mas minha mente
Meus olhos
Meu coração te registraram
O amor que sinto
Não pertence a mais ninguém
E não seria de nenhum dos teus amigos.
Eles me olham
Não sei o que vêem.
Eu
… só vejo você.
*Poesias e reflexões de Alef Yaveh

POETERAPIA -A Psicologia da Poesia
Este é um poema muito bonito e sincero, que captura perfeitamente a intensidade e a confusão de um amor não correspondido ou secreto. A voz poética expõe uma vulnerabilidade tremenda e um conflito interno muito forte.
Aqui está uma análise do que o poema comunica, tentando responder às perguntas que ele próprio levanta:
O que os olhos deles sabem?
· Eles sabem do sentimento, mas não da profundidade. Os amigos parecem saber que existe uma atração, um “segredo” – talvez porque a pessoa amada tenha comentado algo, ou porque a forma como a poeta olha para ele seja evidente. No entanto, eles interpretam essa atração de forma superficial (“simpatia estranha”), possivelmente como um interesse casual ou até mesmo uma disponibilidade (“mulher fácil”).
O conflito central da poeta:
1. A Incompreensão Alheia: Ela sofre porque o sentimento puro e exclusivo que ela sente está sendo misinterpretado pelos outros como algo vulgar e acessível.
2. A Irracionalidade do Amor: Ela mesma não consegue explicar o sentimento. Ele surgiu como uma “febre”, sem aviso (“Nem sei quando foi que te olhei”). Sua mente racional reconhece que há homens “mais atraentes” e até um parceiro “dedicado e amoroso” disponível, mas o coração já fez a sua escolha, de forma irrevogável.
3. A Exclusividade Absoluta: Este é o ponto mais importante. O amor dela não é genérico; é específico por essa pessoa. Ele não é transferível para nenhum dos amigos que a olham. A frase “E não seria de nenhum dos teus amigos” é um corte seco e definitivo.
A ironia final:
A obra termina com uma poderosa ironia visual: enquanto os amigos a olham tentando decifrar algo nela, a sua visão do mundo inteiro se reduziu a uma única pessoa. “Eles me olham / Não sei o que vêem. / Eu / … só vejo você.” O foco deles é ela, mas o foco dela é ele. O mundo exterior (os amigos, outros homens) simplesmente desaparece, tornando-se irrelevante perto da imagem da pessoa amada.
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Em resumo, o poema fala sobre:
· A solidão de um amor secreto: A angústia de sentir algo tão profundo que é invisível ou mal-interpretado pelos outros.
· A natureza inexplicável do desejo: A desconexão entre a lógica (saber que existem opções “melhores”) e a emoção (a conexão incontrolável por uma pessoa específica).
· A pureza e exclusividade do verdadeiro afeto: A defesa de que um sentimento autêntico não é dispersivo; ele elege um único objeto e se torna fiel a ele, independente de circunstâncias.
É um retrato comovente e muito verdadeiro de como o amor pode ser, ao mesmo tempo, uma fonte de tremenda força interna e de profunda vulnerabilidade perante o mundo.
*Por Deep Seek IA


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