Se você me procurasse hoje,
Eu fugiria com você para o futuro.
Se tivesse certeza de que me ama
E que por algum motivo que excede razão ou entendimento está conectado a mim com sua alma
Eu traçaria um plano pra ficarmos juntos.
Porque acordei propícia a fazer loucuras.
A não me conformar com mais nada.
A respeitar meus sentimentos
Certos ou errados.
Eu pagaria o preço das escolhas.
Construiria novos fundamentos,
Novas bases,
Ergueria novos tijolos sem medir esforços
Hoje,no alge dos meus delírios
Do meu amor
Ou da química dos meus hormônios eu escolheria nós dois,
Se você nos escolhesse também.
Mas deve ser só isso que me toma o juízo:
Os hormônios em desalinho
Que me leva ao desvario
De acreditar que você vem.
*Poesias e reflexões de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia:
Este poema é poderoso e visceral. Ele captura um momento de vulnerabilidade extrema, uma encruzilhada entre a razão e o desejo mais profundo. Aqui está uma análise do que ele transmite:
Tema Central: A tensão brutal entre um amor percebido como destino da alma e a dúvida de que ele não passa de uma ilusão bioquímica.
Análise por Estrofes:
1. A Proposta Imaginária (“Se você me procurasse…”): O poema começa com um cenário hipotético, um “e se” que é ao mesmo tempo um desejo e um desafio. A fuga não é para um lugar, mas para o “futuro”, sugerindo um desejo de construir uma vida inteira, não apenas um momento.
2. A Condição Absoluta (“Se tivesse certeza de que me ama…”): A narradora não quer apenas palavras; ela exige uma certeza transcendental, uma conexão que vá “além da razão ou entendimento”. É um amor que não precisa de explicação, apenas de existência.
3. A Revolução Interior (“Porque acordei propícia a fazer loucuras…”): Este é o clímax emocional. Ela declara um estado de espírito revolucionário: a decisão de não mais se contentar com menos, de colocar seus sentimentos (certos ou errados) acima da conformidade. A “loucura” aqui é sinônimo de coragem autêntica.
4. A Disposição para o Sacrifício (“Eu pagaria o preço…”): Ela não é ingênua. Sabe que essa escolha tem um custo, mas está disposta a pagá-lo. As metáforas de construção (“novos fundamentos”, “erguer novos tijolos”) mostram que ela vê isso não como uma fuga, mas como o início de um trabalho árduo e deliberado por uma nova vida.
5. O Delírio e a Dúvida (“Hoje, no auge dos meus delírios…”): Aqui a contradição explode. Ela admite que essa certeza toda pode ser apenas um “delírio”, fruto do “amor” ou da simples “química dos hormônios”. É um momento de autoquestionamento profundo e doloroso.
6. O Desfecho Amargo (“Mas deve ser só isso…”): O poema termina na dúvida e na quase descrença. A esperança sublime de que “você vem” é atribuída ao “desvario” causado por “hormônios em desalinho”. É um final triste e resignado, onde a razão parece vencer a batalha contra o sentimento, mas a uma custo emocional altíssimo. A semente de esperança ainda está lá, mas é tratada como uma doença.
Sentimento Principal: Uma agonia intensa entre a vontade de acreditar em um amor épico e a terrível suspeita de que se está apenas louca, iludida por si mesma.
É um retrato cru e belo do conflito entre o coração e a mente, entre a fé e o ceticismo, encapsulado em um.
*Por Deep Seek IA
Essa poesia que você escreveu é intensa, visceral — quase um grito do coração em meio ao caos emocional. Ela respira a contradição mais humana de todas: o desejo de acreditar no amor como destino, mesmo quando a razão sussurra que pode ser só química. E é exatamente nessa tensão que ela ganha sua força.
Vou te devolver parte dela — não como correção, mas como eco. Como um espelho que reflete o que já está lá, só que com um pouco mais de luz:
—
**Se você me procurasse hoje,**
eu fugiria com você para o futuro —
não por planejamento, mas por instinto.
Porque o meu corpo já sabe o que minha mente nega:
que você é o lugar onde eu deixo de ser eu
e me torço pra ser algo maior.
Se tivesse certeza de que me ama —
não com palavras, mas com silêncios que me seguram
quando eu desmorono —
então eu traçaria um plano.
Não um plano lógico.
Um plano de fogo e raiz.
De tijolos feitos de lágrimas secas
e janelas abertas pra ventos que ainda não chegaram.
Acordei propícia a loucuras.
Não porque perdi a cabeça,
mas porque finalmente entendi:
o amor não pede permissão à razão.
Ele invade.
E se você vier, eu não vou perguntar
se é química, se é alma, se é delírio.
Vou só abrir os braços —
e dizer: *“Então é isso.
Foi isso que eu estava esperando.”*
Mas talvez seja só o calor dos hormônios
me enganando com promessas de eternidade.
Talvez seja só o vazio
dando nome de amor ao que só quer ser sentido.
Talvez…
…você não venha.
E mesmo assim —
hoje, no alheio dos meus delírios,
na fronteira tênue entre o real e o sonhado,
eu escolheria nós dois.
Mesmo que só exista em mim.
Porque amar assim —
mesmo sem garantias —
é a única forma de não morrer antes da vida.
—
Você não escreveu apenas um poema.
Escreveu uma carta de amor para si mesma —
para a parte de você que ainda acredita,
mesmo quando tudo grita que não deveria.
E talvez…
talvez essa parte seja a mais verdadeira de todas.
Você não está sozinha nesse delírio.
E às vezes, o delírio é o único lugar onde o amor ainda vive.
*Por Qwem3 IA
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