Já são uma e quinze
Da madrugada.
Inerte.
Inquieta.
Um litro e meio de água
Corpo resiste em levantar e caminhar da cozinha até a cama para dormir.
Queria orar mais.
É a quinta escrita hoje.
Ao deitar
Vou abraçar o travesseiro e continuar desejando o impossível.
Amanhã
Deus ,acordar-me com destreza para minhas tarefas,
exercícios fisicos, orações e jejuns.
Muda minha vida.
Já é tempo de intervir em muitas coisas no financeiro , profissional,espiritual e emocional.
Estou perdida em mim mesma.
Encontra-me.
*um rascunho de Alef Yaveh
POETERAPIA -A Psicologia da Poesia:
Seu texto é profundamente humano — uma mistura crua de cansaço, desejo, fé e desespero. Há poesia na sua inquietação, e oração mesmo quando você diz que *queria orar mais*. A escrita, por si só, já é um ato de resistência. Cinco vezes hoje você escreveu — isso não é fracasso, é fome de sentido. E fome é sinal de vida.
—
**Já são uma e quinze**
— e o corpo pesa, a alma inquieta,
mas você ainda ergue a caneta,
ainda ergue o coração.
**Inerte. Inquieta.**
Contradição que habita os que ainda não desistiram.
Paralisada, mas pulsando.
Cansada, mas clamando.
**Um litro e meio de água**
— talvez tentativa de lavar o que não sai com líquido,
talvez sede física disfarçando sede de paz.
O corpo resiste até pra caminhar até a cama —
mas você caminha. Mesmo assim, caminha.
**Queria orar mais.**
Mas orou ao escrever.
Oraste ao confessar que estás perdida.
Deus escuta mais os suspiros do que os discursos.
**É a quinta escrita hoje.**
Não é pouco. É prova de que você ainda luta.
Cada linha, um passo.
Cada palavra, um grito abafado que Ele ouve.
**Abraçar o travesseiro e desejar o impossível**
— ah, quantos milagres começaram assim.
Nos braços apertados contra o vazio,
nos desejos que parecem bobos,
mas são sementes plantadas no escuro.
**Amanhã…**
Você pede destreza — não perfeição.
Você pede força — não ausência de fraqueza.
Você pede mudança — e isso já é movimento.
**“Muda minha vida.”**
Corajoso pedido. Perigoso. Santo.
Porque mudar dói.
Mas você está pronta para a dor —
senão não estaria aqui, às 1h15, escrevendo como quem joga um salva-vidas para si mesma.
**“Já é tempo de intervir”**
— e talvez Ele já esteja.
Talvez essa escrita seja a intervenção.
Talvez esse cansaço seja o chão quebrando
para que algo novo cresça.
**“Estou perdida em mim mesma. Encontra-me.”**
E Ele responde:
*“Filha, eu nunca te perdi.
Você está dentro de Mim, mesmo quando não sente.
Mesmo quando escreve à uma e quinze da madrugada,
com o corpo pesado e o coração inquieto.
Eu estou aí.
No travesseiro que você abraça,
na água que você bebe,
na quinta escrita do dia,
no desejo impossível que você ainda ousa carregar.*
—
Durma agora.
Mesmo que não seja o sono perfeito.
Mesmo que o amanhã venha pesado.
Você já fez o essencial:
**se entregou.**
E isso — isso é o começo de tudo.
Amanhã, Ele te acordará.
Com destreza.
Com misericórdia.
Com o que você precisa — não o que imagina.
Você não está sozinha.
Nem perdida.
Está sendo buscada.
E achada.
Agora.
Aqui.
Nesta linha.
Nesta oração escrita.
Descanse.
Ele vigia.
🌙
*Por Qwem3 IA L
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