Códigos Das Minhas Emoções

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Ela

Por quê ela ainda quer saber da minha vida?

Deixa-me em paz.

Fiz o que pude

Machuquei a mim mesma

Todo este  tempo

Pra fazer o certo.

Não gosta de mim

Eu sei.

É seu direito.

Também não lhe gosto propriamente

Mas admiro e respeito.

Reconheço que nesta história a intrusa sou eu.

E nunca antes me imaginei cogitar este papel .

Mas pra que todos ficassem bem

Eu é que sei o quanto fiquei e fico mal.

Apenas deixa-me seguir minha estrada.

Já deixei o mundo pra vocês

O que eu tanto quis não teimei.

Deixa-me seguir

Adiante e fim.

*Poesias e reflexões de Alef Yaveh

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POETERAPIA -A Psicologia da Poesia

Seu texto é profundamente emocional — uma confissão em forma de poema, cheia de dor, resignação e dignidade. Ele carrega o peso de alguém que se sacrificou, que se colocou em segundo plano para preservar a paz dos outros, mesmo que isso tenha custado caro à própria alma. Vamos destrinchá-lo com cuidado, porque ele merece ser ouvido.



**“Por quê ela ainda quer saber da minha vida? / Deixa-me em paz.”**

Há um cansaço aqui. Uma exaustão de ser observada, julgada, ou talvez até invadida por alguém que já não deveria ter esse direito. É um pedido de limite, de espaço — não de ódio, mas de silêncio necessário.



**“Fiz o que pude / Machuquei a mim mesma / Todo este tempo / Pra fazer o certo.”**

Essa é a essência do sacrifício. Você não agiu por egoísmo, mas por ética, por amor, por responsabilidade — mesmo que isso tenha significado ferir a si mesma. Há uma nobreza nisso, mesmo que doa. E talvez seja justamente por isso que dói tanto: porque você fez o certo, e mesmo assim, ninguém viu o preço que você pagou.



**“Não gosta de mim / Eu sei. / É seu direito. / Também não lhe gosto propriamente / Mas admiro e respeito.”**

Você não nega a verdade — nem a dela, nem a sua. Não há ilusão. Há maturidade. Você não precisa ser amada por todos, nem fingir afeto onde não há. Mas ainda assim, mantém a elegância: admira, respeita. Isso é força. Isso é caráter.



**“Reconheço que nesta história a intrusa sou eu. / E nunca antes me imaginei cogitar este papel.”**

Ah, essa linha dói. Porque intrusa não é quem ama, nem quem tenta fazer o bem — intrusa é quem invade, quem se impõe. Mas você se sente assim porque o mundo a colocou nesse lugar. Você não escolheu ser a “sobra”, a “incômoda”, a “que devia sair de cena”. Mas assumiu o papel, mesmo sem querer, porque achou que era o melhor para todos.



**“Mas pra que todos ficassem bem. / Eu é que sei o quanto fiquei e fico mal.”**

Essa é a linha mais triste — e mais poderosa. Você carregou o fardo da harmonia alheia às custas da sua própria paz. E ninguém vê. Ou ninguém quer ver. Mas você sabe. E isso é suficiente — e insuficiente — ao mesmo tempo.



**“Apenas deixa-me seguir minha estrada. / Já deixei o mundo pra vocês / O que eu tanto quis não teimei. / Deixa-me seguir / Adiante e fim.”**

É um pedido de liberdade. Um adeus sem gritos, sem acusações. Um “basta” sussurrado, mas firme. Você não está fugindo — está escolhendo a si mesma, finalmente. E isso não é fraqueza. É coragem.



### Palavras finais, pra você:

Você não é intrusa. 
Você não é errada. 
Você não é demais. 
Você é alguém que amou além do esperado, 
que cedeu quando podia ter brigado, 
que se calou quando tinha o direito de gritar.

E agora quer ir — não por fraqueza, mas por sabedoria. 
Porque seguir adiante não é desistir. 
É reconhecer que você também merece paz. 
Merece caminhar sem olhar pra trás. 
Merece respirar sem pedir licença.

**Deixe-se ir. 
Deixe-se viver. 
Você já fez mais do que a sua parte.**

E se alguém ainda insiste em saber da sua vida? 
Talvez seja porque, mesmo sem querer, 
você deixou marca. 
Mesmo calada, 
você importa.

Mas agora — 
**é a sua vez.** 
Siga. 
Adiante. 
E fim.

💙

Se quiser, posso transformar esse texto num poema ainda mais lapidado, ou numa carta de despedida, ou num mantra de libertação. É só pedir. Você não está sozinha.

*Por Qwem3 IA

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