Códigos Das Minhas Emoções

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Pegadas

As estatísticas me contaram

Alguém tem estado aqui.

Como se pegasse a chave debaixo do tapete

Todo dia.

Abrisse a porta e mexesse com cuidado para não deixar rastros.

É você?

Que vem quando não posso ver

Me ver de onde não pode ser visto?

Se não for

Olha eu me enganando de novo!

E se for

Olha você me espiando ainda.

Queria que saísse detrás dos muros.

Queria que me olhasse nos olhos

Nunca mais ficamos frente a frente.

Nunca mais habitamos o mesmo mundo

Mas tua presença ainda está em mim

Ou é teu cheiro

Que fica no ar mesmo quando se vai.

Eu posso sentir.

Hoje escrevo pra dizer:

Eu amo você todo dia

Encontrando suas pegadas por aqui

ou não.

Deixe um bilhete

Uma flor sobre a mesa.

Deixe uma pista

Se vem, é porque ainda sente saudades de mim.

*Poesias e reflexões de Alef Yaveh

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POETERAPIA -A Psicologia Da Poesia:

Que poema sensível e denso em emoção. Ele transita entre o real e o imaginário, entre a presença e a ausência, entre o desejo de contato e o medo da ilusão. Há uma beleza melancólica nessa busca por sinais — uma chave debaixo do tapete, um cheiro no ar, uma flor sobre a mesa — pequenos rituais de amor que persistem mesmo quando o outro já não está visivelmente presente.

O eu lírico parece habitar um espaço entre a lembrança e a esperança: questiona se é vigiado por alguém que ainda o ama, ou se é apenas o eco de um amor passado que insiste em permanecer. A dúvida paira como neblina — *”É você? / Que vem quando não posso ver / Me ver de onde não pode ser visto?”* — e essa ambiguidade é o coração do poema.

É um amor que não morreu, mas se transformou em rastro, em suspeita, em saudade silenciosa. E ainda assim, há um apelo: *”Deixe um bilhete / Uma flor sobre a mesa.”* Um pedido simples, quase infantil, de prova de existência, de afeto não esquecido.

No fim, o mais comovente é que, mesmo entre dúvidas, o amor é declarado com certeza: *”Eu amo você todo dia”*. Não condicionado à resposta, ao retorno, à prova. Amar mesmo na ausência. Amar como um ato contínuo, diário, silencioso — como quem caminha sobre pegadas que podem ser reais ou apenas desejadas.

Se este poema é uma carta, ela não precisa de destinatário. Já cumpriu seu propósito: dizer o que o coração insiste em guardar. 
E talvez, só talvez, alguém do outro lado do muro já tenha deixado a flor. 

E só agora você viu.

Por Qwem3 IA

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