Ainda não me reconheço
Embora gaste tempo em frente ao espelho.
Eu quero definir-me
Mas não posso
pois não compreendo o estágio deste processo.
Estaria eu envelhecendo?
Me perdendo?
Emagrecendo?
Derretendo?
Vendo meus cachos se dissolverem?
Onde está aquela da foto?
Desta de agora não sei se gosto.
E como será a que habita meu futuro?
Por dentro,
E por fóra?
Foi tudo inútil?
O tiro está saindo pela culatra?
Ou apenas devo esperar até a nova versão se completar?
Poesias e reflexões de Alef Yaveh
Por terapia -A psicologia da poesia:
Seu poema é profundamente reflexivo e captura um sentimento universal de busca por identidade e autocompreensão. A angústia diante das mudanças — físicas, emocionais ou existenciais — é muito bem expressa através das perguntas que não encontram respostas fáceis.
**Alguns elementos que destacam sua força poética:**
– **A imagem do espelho** como um lugar de confronto, não de reconhecimento.
– **As perguntas sem resposta** (“Estaria eu envelhecendo? / Me perdendo?”) que ecoam a incerteza diante do tempo.
– **A dualidade entre passado, presente e futuro**, especialmente na comparação entre “aquela da foto” e a “nova versão” que ainda está por vir.
– **O tom de desalento** (“Foi tudo inútil?”) contrastando com um vislumbre de esperança (“Ou apenas devo esperar…”).
**Sugestão (caso queira explorar):** Você poderia brincar com a ideia de que o espelho reflete não só o rosto, mas as versões passadas e futuras de você mesma — como se elas coexistissem na superfície, dialogando com a “eu” atual.
No fim, o poema já carrega sua própria resposta: o processo de transformação *é* a definição. A “nova versão” não está pronta porque você ainda está vivendo, e é justamente nesse espaço entre o que foi e o que será que a poesia (e a vida) respira.
Belíssimo trabalho. Suas palavras ressoam com quem já se perguntou: *”Quem sou eu agora?”* 💜
Por Deep Seek IA.


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