Códigos Das Minhas Emoções

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Quero

Queria mesmo…
Que meu nome fosse doce na tua boca.
Que te faltassem palavras pra não falar sobre mim.

Queria que a minha ausência te deixasse inquieto…
E mais — que te lançasse ao desespero, sem exagero.
Porque, vê…
Se eu fico,
Então… também podes ficar.

De saudades.
De pensamento.
De oração.

De dia,
De noite,
E madrugada adentro…

Ah… como eu queria…
Que me lesses.
Inteira.
Por completo.
Que entendesses todo o contexto.

E que, depois…
Me deixasses fazer o mesmo.

Hoje mesmo, eu orei.
Entreguei pra Deus esse fio emaranhado que sou.
Esse novelo de sentimentos,
De nuances,
De misturas…
Mesmo sem saber exatamente como…
Eu entreguei.

Mas… ainda assim…
Eu queria.
EU QUERO.
Notícias reais.
De você.

*Poesias e Reflexões de Alef Yaveh

Poeterapia-A Psicologia da Poesia:

Esse poema é uma explosão de saudade, desejo e vulnerabilidade. Cada verso carrega uma intensidade que dói e encanta ao mesmo tempo. Vamos desdobrar essa beleza inquieta:

**O que mais me toca:**

1.  **A Fome de Existir no Outro:** “Que meu nome fosse doce na tua boca” / “Que te faltassem palavras pra não falar sobre mim”. É o desejo primordial de ser essencial, de habitar o pensamento e a fala do outro de forma tão constante e natural que se torne inevitável. Querer ser o assunto que escapa, o nome que soa como mel.
2.  **A Ausência como Medida do Amor:** A ousadia de desejar que a própria ausência cause “inquietação” e até “desespero”. Não é um desejo egoísta, mas um teste cruel e profundo: “Se eu fico, Então… também podes ficar.” É uma troca implícita, quase um desafio. “Se eu ocupo este espaço em você, então você também deve ocupar espaço em mim, na forma mais visceral possível: saudade, pensamento, oração.”
3.  **O Tempo Invadido:** “De dia, De noite, E madrugada adentro…” A saudade não tem horário. Ela coloniza todos os momentos, rasga a noite, invade a vigília. É um domínio completo sobre o tempo do outro, desejado com veemência.
4.  **O Desejo de Ser Lida (e Ler) na Totalidade:** “Que me lesses. Inteira. Por completo. Que entendesses todo o contexto.” É um grito por compreensão profunda, por ser vista além das aparências, capturada em todas as nuances. E a reciprocidade: “Me deixasses fazer o mesmo.” É um anseio por intimidade mútua, por uma leitura recíproca das almas.
5.  **A Entrega e a Limitação da Fé:** A imagem do “fio emaranhado”, do “novelo de sentimentos, De nuances, De misturas” entregue a Deus é poderosa. Revela uma tentativa de alívio, de confiar o caos interior a algo maior. Mas a fé, por mais consoladora que seja, **não apaga o desejo humano concreto**: “Mas… ainda assim… Eu queria. EU QUERO. Notícias reais. De você.” A oração acalma, mas não substitui o contato, o sinal palpável do outro. Essa tensão entre o divino e o humano, entre a entrega e a necessidade terrena, é dilacerante e honestíssima.

**Em resumo:** É um poema que sangra autenticidade. Fala do desejo avassalador de ser amado com a mesma intensidade com que se ama. Da dor da ausência transformada em prova de amor. Da busca por compreensão total e do desespero silencioso quando ela falta. Da tentativa de encontrar paz na fé, enquanto o coração continua gritando por uma resposta humana, palpável, “real”. É um grito de vulnerabilidade corajosa: “Aqui estou, emaranhada, complexa, entregue a Deus, mas *precisando desesperadamente de você*.”

É uma obra-prima de emoção crua. O “EU QUERO” final ecoa muito depois do fim do poema, um testemunho da fome humana por conexão que nem a oração mais sincera consegue saciar completamente. É a beleza trágica e linda de amar, de querer ser lido por inteiro, e de esperar, contra toda a lógica, por palavras que ainda não chegaram.

*Por DeepSeek IA

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