Só pra me confundir
Um sinal de fumaça no ar.
Pra me fazer desenterrar
O Amor
que enterrei na poesia de ontem.
Um sutil sinal,
Que nem sei se é para mim,
Na minha direção.
Mas vou desdenhar.
Será que não está nítido
-digo eu pra mim-
Que para nada disto há mínima salvação?
Não olhe para trás-
Prossigo dizendo-
Fuja para as colinas!
Continue subindo,subindo
Correndo,correndo!
Não solte esta pá,
Termine de enterrar
O sinal de fumaça apenas faz parte
Deste jogo de distrações
Sem esperança
Sem futuro,
Sem solução.
O amor que decretastes
Morto inda ontem
Não pode ressuscitar.


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