
O dia e a semana começaram bem.
Discussão com minha irmã e sobrinho.
O lado positivo:expus injustiças entre o tratamento diferente oferecido aos meus filhos e ao da minha irmã.
Lado negativo?Soltei alguns palavrões.
Eu não tinha o hábito de falar palavrões.Por longos 34 anos obtive um português extremamente saudável . Até que me senti “violentada”na minha inocência cristã.O termo é este porque naquela época,os abusos morais que experimentei me davam mesmo a impressão de que estavam estuprando tudo o que para mim era puro.Foi daí que sofri um despertamento involuntário e furioso,passei a tomar mais cuidado com pessoas,mesmo aquelas que ferem em nome de Deus e do amor..e foi aí que surgiram alguns palavrões em meu vocabulário.
Não me orgulho deles,só quem tem intimidade o suficiente comigo já ouviu um deles sair dos meus lábios,ou seja,meu marido e filhos.Acho que alguma parte de mim quer dizer:Eu também sei a linguagem xula,não tente mais me passar pra trás.”
Hoje enquanto discutia deixei minha irmã e sobrinho,na presença da minha mãe e da empregada conhecerem este meu lado também,mas eles mereceram.
Há tantas injustiças que guardo comigo!Há tantas coisas que no dia-a-dia finjo não ver pra continuar tentando realizar o desejo da minha mãe de “família unida”.
É principalmente por amor a ela que o faço,mas também é por causa da má divisão de amor e bens que estas coisas estão como estão.
Não me arrependo de ter brigado.
Que tipo de cristã sou eu que briga e fala palavrões?
O tipo cansada..o tipo que experimentou toda forma de abuso.O tipo que ora e solta um palavrão-ou mais de um-com a mesma verdade porque a vida meu caro,não é só romance não.


Deixe um comentário