
Eu percebo que a vida era abundante
quando fico a espera de uma única gota derramada em minha boca
que me traga a mínima sensação de prazer.
Não são os lugares
não são as pessoas
não são as coisas.
O prazer está morto,ou quase.
Não há sensações que bastem.
Não há nada além do vazio.
Um brinde à verdade.
Ninguem me avisou que o prazer se acabava em algum lugar.
Se avisassem porém eu não o creria.
Mas ele acaba bem ali
onde as encenações e as substituições sintéticas nascem.
De Ale Barcelos


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