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Ocitocina: 10 efeitos interessantes do hormônio do amor

Ocitocina, também chamada de oxitocina, é um hormônio produzido pelo hipotálamo e liberado a partir da neuro-hipófise na corrente sanguínea. São encontrados receptores de ocitocina em células de todo o corpo. 

Esse hormônio exerce importantes funções no organismo e nas sensações de prazer e afeto. Por esse motivo, também é conhecido como o “hormônio do amor”.

Junto com a dopamina, a serotonina e a endorfina, a ocitocina faz parte do grupo chamado de “neurotransmissores da felicidade”. Eles possuem a função de aumentar as sensações de bem-estar e diminuir estresse, ansiedade e melhorar quadros depressivos. 

Nesse artigo, descubra os efeitos que o hormônio do amor proporciona ao nosso cérebro e corpo. 

Ocitocina

Efeitos físicos e psicológicos do hormônio do amor 

De acordo com a Associação Americana de Psicologia, os níveis de ocitocina tendem a ser maiores durante experiências estressantes e ligadas ao convívio social. Isso quer dizer que o hormônio influencia o nosso comportamento, a criação de memórias, o reconhecimento, o apego, a generosidade, a empatia, entre outros comportamentos ligados às interações sociais. 

Muitas pesquisas foram realizadas sobre os efeitos da ocitocina ao longo dos anos, sendo estudadas, inclusive, a sua capacidade de suprimir distúrbios mentais

Foram constatados diversos efeitos benéficos, entre eles:

1. Facilita o parto normal

Uma das funções mais conhecidas do hormônio é o importante papel que desempenha no momento do parto. 

Durante o trabalho de parto, o nível de ocitocina no organismo da mãe é extremamente aumentado. Ela age estimulando as contrações uterinas de forma regulada e abrindo o colo do útero, para facilitar a passagem do bebê pelo canal vaginal. 

Após o nascimento do bebê, a ocitocina continua agindo no organismo da mulher, nas contrações uterinas, para diminuir a hemorragia.  

Quando o hormônio não é liberado em quantidade suficiente pelo organismo, o obstetra pode solicitar o uso de medicamentos à base de ocitocina sintética para ajudar nessa função. 

2. Importante para a amamentação

Na amamentação, a ocitocina também é fundamental. Através da sucção feita pelo bebê, são provocados impulsos elétricos no seio da mãe que vão até o cérebro, estimulando a liberação do neurotransmissor. Em seguida, o hormônio segue pela corrente sanguínea e vai até às glândulas mamárias, empurrando o leite pelos ductos. 

O bebê ingere a ocitocina pelo leite materno e, juntando à que é produzida pelo contato entre mãe e filho, o vínculo entre ambos é reforçado. 

3. Promove apego entre pais e filhos

Os benefícios não ficam restritos apenas à mãe biológica e o filho, mas também à mãe adotiva e ao pai (sendo biológico ou adotivo).

Com relação à mãe biológica, estudos indicam que mães que produziram maior quantidade de ocitocina durante o primeiro trimestre de gravidez, se envolvem mais afetuosamente com o bebê, levando a ações como cantar, tocar, cuidar da higiene e alimentação de forma mais carinhosa e específica. 

Referente à paternidade e às mães e pais adotivos, estudos constataram que o envolvimento real e carinhoso com a criança, estimula a liberação de ocitocina, fortalecendo o vínculo. 

4. Aumenta o prazer sexual

A ocitocina é liberada durante a relação sexual, tanto nos homens quanto nas mulheres. 

Durante o orgasmo feminino, a ocitocina promove contrações uterinas. Nos homens, ocorre contrações dos ductos seminais e favorece a ejaculação

A ocitocina intensifica a ligação entre parceiros sexuais. 

5. Melhora das habilidades sociais

A ocitocina melhora significativamente a capacidade de as pessoas interagirem uma com as outras. Pacientes com autismo e esquizofrenia demonstram maior facilidade nas interações sociais quando a ocitocina é liberada. 

Como a ocitocina está ligada ao desenvolvimento de confiança, os indivíduos passam a ter mais segurança ao se aproximar de outras pessoas. As percepções das expressões emocionais e sensibilidade também são beneficiadas.

6. Reduz o desejo por drogas

O desejo por drogas é reduzido com a liberação de ocitocina. De acordo com um artigo de 1999 do Progress in Brain Research, uma série de livros científicos, a ocitocina inibe a tolerância a drogas viciantes, como cocaína e álcool, e reduz os sintomas comuns de abstinência.

7. Alivia o estresse

O hormônio regula as emoções e o humor, favorecendo à diminuição do estresse. Essas adequações também são capazes de diminuir sintomas de depressão, ansiedade e fobia social

A ocitocina possui efeito calmante, contrariando os efeitos do hormônio cortisol, conhecido por ser o hormônio do estresse. 

Resumidamente:

  • Combate o estresse
  • Melhora ansiedade
  • Aumenta a libido
  • Reduz o medo de falar em público
  • Auxilia a desenvolver apego e empatia entre pessoas
  • Auxilia nas interações sociais
  • Produzir parte do prazer do orgasmo
  • Reduz o medo do desconhecido
  • Estimula a compaixão e a empatia
  • Auxilia no vínculo entre casais
  • Possui efeitos benéficos nas interações sociais em pessoas com esquizofrenia e autismo

Uma resposta a “Ocitocina: 10 efeitos interessantes do hormônio do amor”

  1. Ocitocina deixa a vida mais leve, mais alegre, mais solta e quando a mais a gente a adquire de maneira saudável,melhor ainda.

    Beijos!

    Gisley Scott
    http://www.vivendolaforanoseua.blogspot.com

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