Passou na mesma calçada
Pensou em cumprimentar mas abaixou os olhos com medo de ficar sem resposta.
E dentro do supermercado,
Do elevador,do metrô.
Estranhos,gente estranha.
Muito mais agora,de máscaras.
Apenas os olhos de fora
Evitando o contato,
abracos e diálogos.
A gente pensa que conhece todo mundo porque assiste os estories todo dia,mas não conhece ninguém.
Uns explodem,outros abafam suas dores pra viver contos artificiais.
Músicas são sexo
Sexo não é nada.
Amor é palavra.
Gratidão é o que se escreve,
palavrões e reclamações o que realmente se diz.
Ao fim do dia,exaustos.
E novamente.
Um bando de estranhos,nas calçadas,
estradas,
metrôs,
elevadores
Supermercados e redes sociais.

De Ale Barcelos
Que tempos!



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