
A torneira se fecha,
o ventilador pára de ventilar,
a TV desliga,
a música cessa,
o desejo some
apetite Não há
Paz,nem pensar.
Tempo de parar.
Parar de rir,
Parar de ser.
Parar de almejar.
Pausar o que viria a fazer.
só seguir mesmo com o que não se pode deixar,
O resto é resto.
Nada é importante.
Sofrer o momento,
Sangrar até o fim
Chorar o luto,
gritar a revolta
espumar a raiva
socar com força a impotência.
Sentir a dor latejar sem o remédio que a possa conter.
O que vem depois não sei.
Agora parece tudo escuro lá.
A ponte não dá em lugar algum.
Agora,não há nada,nada.
Só há clamor.
Dizem que vai passar.
Ale Barcelos

