
A casa está sem mobília.
Eu sentada no chão,
imagino cada história que aqui já se viveu
e as que podem ser vividas.
Crianças brincando e correndo.
A decoração impecável
vinho,queijos,edredom.
Mas que se pode fazer agora,
ainda,
se não apenas imaginar?
As histórias que as paredes guardam
nada se sabe delas.
As histórias que ainda presenciarão
é ansiedade ou esperança.
Eu,sentada no chão
com o molho de chaves,
imóvel,
sendo o único móvel que a compõe.
Que casa é esta que me espera?
Que vida é esta que terei de hoje em diante?
Quando me acostumarei ?
Qual tinta se usa para apagar as memórias(na minha cabeça)?
Como faz pra calar as paredes que gritam todas as antigas histórias(dentro de mim)?
Fugi pra cá,
Me mudei na esperança de realmente mudar.
ainda não sei se isto funciona,
só sei que preciso juntar meus pedaços e recomeçar.
De Ale Barcelos
Nota da autora:
*texto fictício.
Hoje entendo que as vezes é preciso representar na escrita pessoas que vivem coisas totalmente diferentes das que eu vivo,com o devido respeito.
Antes eu só escrevia sobre mim,hoje empresto minha escrita pra todo coração que precisa desabafar.
Cada um de nós é um mundo inteiro.


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