
Se me conheço bem
de vez em quando vou sumir.
De vez enquanto sairei de fininho
quando ninguém estiver olhando,
à francesa,
sem me despedir pois não quero ter que explicar porque vou.
Não que pretenda sumir pra sempre,
mas não tem escolha,é meu jeito:
sumo mesmo,
quando algo por dentro não vai bem.
Sumo pra me recompor,
sumo pra pensar ,
sumo pra chorar
sumo pra me preservar
Também sumo pra relaxar,
Sumo pelo prazer do silêncio,
De uma xícara de chá ou café
Por momentos exclusivamente meus.
Poucas pessoas se importaram toda vez que sumi.
As que sentiram minha falta
foram as mesmas
que me abraçaram e sorriam sinceros ao me ver voltar.
As outras ocuparam meu espaço,
esparramaram-se satisfeitas em meu lugar.
Um singular pequeno grupo de pessoas
me seguiram na encolha pra sumir comigo,
se fizeram surdos ao meu
“Me deixe quieta,preciso ficar só”.
Quietas ficaram,
Se encolheram no canto pra não incomodar,
Pediram um pouco do meu chá
Fizeram silêncio comigo.
porém só,não me deixaram não.
Estas poucas,muito poucas,
que invadem minha teimosia
são as que ajudam as feridas a cicatrizarem mais rápido
A vida valer a pena,
o vício na solidão ser vencido
e me animam a sempre desejar voltar
seja lá pra que lugar eu tiver que estar.
De Ale Barcelos


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