#resignificar as memórias

Meu Direito de Ter
Então prosseguindo..se você não leu os textos anteriores já aviso que está é a parte 4 de uma série de postagens que começou quando revirei meu baú de emoções e de circunstâncias recorrentes da minha vida,pra descobrir porque penso,amo e sinto como amo,penso e sinto.
E hoje vou frisar a parte,lá do primeiro texto em que ver minha mãe dar uma linda festa no aniversário da minha irmã mais nova sem antes ter feito por mim, me entristeceu e marcou severamente.
A memória da decoração com tema de Moranguinho,que eu achei linda,mas que não era para mim.
A imagem da cama da minha mãe cheia de roupas,sapatos e brinquedos maravilhosos que também não eram meus.
A abundância do tudo para ela em contraste com meu absoluto nada.
Os Danoninhos da minha irmãzinha que eu tinha vontade,pois também era uma criança,mas não podia comer, nem a farinha lactea..criaram em mim a ideia de algumas coisas,as melhores, não serem nunca pra mim.Não eram pra mim porque não combinavam comigo,porque eu era crescidinha,porque os bebês precisam comer direito,crianças maiores já podem passar vontade,já entendem.
Você já se pegou pensando:
Vou comprar o mais barato porque o mais caro é coisa de rico?
Pois é,lendo o livro “O Segredo Das Mentes Milionarias”aprendi muito,e quero citar uma das coisas aqui:
O cara de mentalidade pobre quando vê na vitrine algo que gosta,se autocensura dizendo:
–É maravilhoso,mas não é pra mim.
E vai embora triste.
O cara da mentalidade classe média busca daquilo a versão mais barata ,mesmo querendo o mais caro,porque não acredita que o melhor possa ser também pra ele.
O cara de mentalidade rica/ milionária, luta e compra exatamente aquilo que gostou,ainda que com dificuldade,e se gostar de outra coisa,se programa pra voltar e comprar depois.Este cara certamente prosperará ainda que nasça pobre.
Este insight pode mudar nossas vidas!
Será que devo passar a vida achando que as melhores festas,
as melhores roupas,
as melhores coisas,
as comidas mais gostosas não são pra mim porque estas experiências da minha infância me causaram esta censura psicológica?
Por anos e anos a fio,sem entender o porquê, eu tive a mentalidade miseravelmente empobrecida pelos reflexos da educação que recebi.
Mas hoje não!
Não acredito mais nisso.
Se sonho com as melhores coisas,posso ter.
Se outros podem ter,o que me torna imerecedora?
As boas coisas da vida serão e são pra mim sim!
Eu também tenho desejos,sonhos,vontades e ambições e não é ridículo que eu as tenha.
Se estiver diante de pessoas e ambientes tóxicos que dizem ou insinuam que eu não possa ter ou lutem para que eu não conquiste nada nunca,certamente meu lugar não é ali,
devo fugir o mais rápido possível,
ainda que se digam meus amigos e familiares.
Minimamente(Se não puder fugir) devo desmascarar sem pena o egoísmo e a maldade por trás do comportamento deles para que caiam em si e respeitem meu potencial.
Sim meus sonhos,projetos e vontades combinam perfeitamente comigo,
assim como os teus,combinam com você.
De
Ale Barcelos.
*Esta é a última parte de uma série de postagens em 4 capítulos consecutivas neste blog.
Uma viagem de autoconhecimento baseada em memórias e traumas da minha infância que refletiram e ainda refletem em mim até hoje.Talvez observando algumas das minhas fragilidades isto te ajude a identificar as tuas.Recomendo iniciar a leitura pelo texto”Lições de Valor Parte 1:Traumas da Minha Infância“
Ale Barcelos.


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