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Lições de Valor parte 3-Direito de Existir

#resignificar as memórias:

Meu Direito de Existir

Sobre o fato de ouvir minha mãe dizer que amava as filhas,mas se pudesse voltar no tempo,nunca as teria tido,me causou marcas profundas na infância e refletem até agora.

É como se meu nascimento fosse algo não desejado,portanto eu sou um incômodo,uma intrusa num universo que me “engoliu”,mas não me aceitou.

Este sentimento de rejeição se reproduziu em cada novo lugar que frequentei por toda a vida.

Sempre me senti estranha, sempre querendo ou me encolher pra não incomodar,ou me destacar pra ser querida e admirada e assim ganhar o direito de estar ali.

Mas sabe de uma coisa?

Eu não só posso,como existo.

Meus direitos são como os de quaisquer outras pessoas.

Direito de rir,chorar,sentir,xingar,ficar triste,ficar feliz,comemorar,reclamar,cantar,

querer ficar quieta,

gostar de alguém,não gostar…

tentar,acertar,errar.

Não,não é favor das pessoas conversarem comigo,serem cordiais,amigas ,me amarem etc.

Se eu fracassar, tambem não é o fim.

Se alguém não gostar de mim,não devo sofrer pra sempre ,me sentir um lixo,sentir culpa por isso ou algo do tipo.

Sou só mais uma pessoa no mundo .

Este desequilíbrio de me sentir nada e logo em seguida desejar ser o centro do mundo é que ferra as coisas.

A maioria das outras pessoas não gostam muito de pessoas introvertidas demais

e nem de pessoas que se destacam demais;

o equilíbrio,a humanidade pura e simples é que cativa a longo prazo.

Eu preciso portanto resignificar meu direito de existir.

Mesmo que minha mãe ,voltando no tempo preferisse que eu não nascesse, mesmo assim,nasci e tenho direito de estar aqui.

Aliás,que tal pensar que:

talvez,se ela voltasse realmente no tempo pra impedir meu nascimento ,sentisse falta de mim e de tudo o que lhe foi enriquecido com minha vinda e se arrependesse de se arrepender de ser mãe,ainda que com todas as dificuldades que um filho acrescenta.

Me apagar seria apagar todo o resto de bom que acrescentei a vida dela.

Mas independente das teorias sobre a escolha final dela caso isto fosse possível,eu existo.

E se existo,se tenho este direito,tambem tenho direito á:

ser amada,admirada,interessante.

A sentir a vida.

A ser ambiciosamente feliz.

Eu tenho este direito,

você também tem,

não importa quantos á nossa volta tenham dito ou ainda dizem que fosse melhor você não ter nascido,

ou se morresse,

ou que se matasse..enfim.

Usufruamos na totalidade absoluta

e com mérito

nosso direito de existir e viver.

De Ale Barcelos

*Este texto é a terceira etapa de uma viagem de autoconhecimento baseada em experiências da minha infância que refletem em minha vida até hoje.Talvez conhecendo algumas das minhas fragilidades,você também possa identificar as tuas.Recomendo a leitura da série de postagens completa.Amanhã encerramos com “Direito de Ter.”

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