Códigos Das Minhas Emoções

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Rejeição vem de fora ou de dentro?

Tenho pensado muito neste sentimento ultimamente.Creio que quem leu meu livro Sobre Tudo Que Se Deve Guardar,sabe que não é um sentimento desconhecido para mim.Mas muitas coisas aconteceram deste que eu era uma criança e me sentia comum-mente assim,desde que eu era adolescente e tive que lidar com a rejeição dos rapazes que gostava,desde que..

Ah quer saber?A vida mudou,minha aparência mudou,meu status social,meu estado civil,meu relacionamento com minha família.mas por quê será que vez ou outra ainda sinto as sombras da rejeição me perseguindo pelo caminho?

Sim,sou amada por quem deveria ser(graças á Deus,realmente muito obrigada Pai,porque ao meu redor há muito amor!),sei que tenho milhares de qualidades em potencial.(desculpe a falta de modéstia)mas a rejeição está nas áreas da minha vida que não deram certo,nos amigos que me faltam,nos desconhecidos que me julgam ,ou em mim,que estou o tempo inteiro achando que eles estão  me avaliando e reprovando,em mim que continuo me perguntando se estou sendo aceita ou não.

Sim,cheguei no ponto crucial;começo a pensar que a rejeição começa em nós,na ânsia de demonstrar qualidades e sermos reconhecidos e a certeza íntima de que não seremos e de que os outros não gostarão de nós não importa o que  façamos(relativando).

Tenho crido que a  rejeição tem um cômodo em minha alma onde se instalou e mora por anos,discreta e silenciosamente e a menos que eu a expulse de lá ela continuará influenciando negativamente em minha auto visão e dos sentimentos dos outros em relação a mim.

Já faz algumas semanas que comecei a orar sobre isto,vasculhando minha própria alma,expulsando esta sensação de exclusão.Veremos quem serei daqui algum tempo,como me verei,como outros me verão ou como verei os outros me verem.

Eu pensava que escrever meu livro era a libertação completa do meu passado e suas mazelas,mas hoje sei que algumas sensações são recorrentes mesmo sendo eu obrigada a reconhecer as maravilhas que Deus fez,as milhares de situações onde fui honrada,aplaudida e homenageada.É estranho,mas é totalmente humano,tão humano que decidi me abrir aqui mais uma vez e compartilhar isto,pois assim como escrevi na meu poema A Verdade,sei que ”outros humanos me reconhecerão”.Outros que se sentem rejeitados,outros que talvez tenham sem saber alugado um quarto dentro de si mesmos para a rejeição morar e precisam expulsa-la de lá afim de se aceitarem e de terem melhores respostas da vida.

Abaixo outras das minhas reflexões poéticas encerram o texto.Beijos da Alê

Percebi que mesmo na maturidade,
ainda não estava segura o bastante acerca de mim mesma,
que estava aprisionada ao meu próprio perfeccionismo e ao de outros.
Notei apesar disto que outros menos ou tão imperfeitos o quanto eu eram mais felizes,ao menos pareciam mais seguros e mais livres.
E não que apenas a constatação me liberte,
Na verdade é um exercício e
como todo outro exigirá muito mais esforço no início;
Mas eu espero por fim superar aos achismos,e as vozes debochadas que em minha mente falam,
para ouvir a verdade de que sim,sou,mereço e posso ser importante e amada,
E que aqueles que não puderam ver isto realmente nunca verão;
Não posso fazer nada por eles
Mas posso fazer por mim,
sendo minha aparência e minha essência perfeitas ou não.


Reflexões de Alessandra Barcelos.De nome Perfeccionismo(postada(a poesia)originalmente no Facebook e depois no blog *Alessandra Barcelos em 05/04/2015)

Mas há de ter,neste mundo tão grande,gente que goste da gente sem que seja preciso fazer pra isto tanto esforço.
Quando nos encontrarmos,ambos iremos saber e descansar deste desejo insano de agradar os que não merecem tanto.
(apenas uma reflexão ,postada originalmente na minha página do Facebook em 12/05/2015.)

E pensávamos que já estávamos curados;
Cheios ainda de tantas feridas,dores e calos,
palavras proibidas e assuntos intocáveis.
Cheios de maquiagens sobre os monstros internos,
cheios de armaduras sobre nosso homem frágil.
E jurávamos veementes e convictamente:
Curados estamos Deus!
Não precisamos mais dos teus remédios,
nem gastar tempo em oração.

Reflexões de Alessandra Barcelos de Sousa-Facebook 31/03/2015

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